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Países da ALBA reafirmam aposta na integração regional

Numa cimeira marcada pelo regresso da Bolívia, a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) defendeu a necessidade de reforçar os mecanismos de integração.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante a cimeira virtual da ALBA-TCP
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, durante a cimeira virtual da ALBA-TCP Créditos / mppre.gob.ve

Ao ler a declaração da XVIII Cimeira da ALBA-TCP, que decorreu sob o formato de videoconferência, o novo secretário-geral do bloco, Sacha Llorenti, destacou a pertinência desta Aliança, assente no diálogo, na cooperação, na solidariedade e na complementaridade.

Nesse sentido, o diplomata boliviano ressaltou a necessidade de fortalecer a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) como mecanismo genuíno de concertação política regional baseado no princípio de unidade na diversidade, informa a Prensa Latina.

Os países-membros da ALBA-TCP saudaram a reintegração da Bolívia no organismo, bem como o regresso da democracia ao país sul-americano, e manifestaram o seu apoio ao presidente Luis Arce e ao vice-presidente David Choquehuanca, recentemente eleitos.

Também felicitaram o povo e as instituições da Venezuela pela realização, com êxito, das eleições parlamentares, expressaram o seu apoio ao governo de Nicolás Maduro e rejeitaram a imposição de medidas coercivas unilaterais contra o país por parte dos Estados Unidos da América.

O mecanismo de integração regional ratificou o direito dos países caribenhos a um tratamento justo, especial e diferenciado; «As Caraíbas encontrarão sempre na ALBA-TCP uma plataforma de cooperação e complementaridade para a defesa e promoção das suas justas reivindicações e reparações», refere a declaração final, citada pela Prensa Latina.

Relativamente ao impacto da pandemia de Covid-19, o organismo defendeu uma resposta coordenada, solidária e conjunta que garanta a recuperação inclusiva das economias, em prol do desenvolvimento sustentado e da erradicação da pobreza.

Atribuiu particular reconhecimento ao contributo de Cuba na resposta à catástrofe sanitária, apesar das circunstâncias complexas decorrentes do recrudescimento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA e da campanha levada a cabo pela administração norte-americana para desacreditar a cooperação médica internacional da Ilha.

Neste sentido, a ALBA-TCP expressou o apoio às múltiplas iniciativas que defendem a nomeação do Contingente Médico Cubano Henry Reeve ao Prémio Nobel da Paz.

Destacou, igualmente, o desenvolvimento da zona económica complementar ALBA – Petrocaribe, e reiterou a aposta na construção de um modelo alternativo de soberania económica, para consolidar um sistema de troca e cooperação recíproco, solidário, participativo e complementar.

Os países-membros da ALBA-TCP sublinharam ainda o desempenho do Banco da ALBA, em particular por causa das iniciativas para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19.

Criada em Havana a 14 de Dezembro de 2004 por inciativa dos então presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e de Cuba, Fidel Castro, a ALBA-TCP constitui uma plataforma de integração regional para lutar contra a pobreza e a exclusão social, com base na solidariedade, a complementaridade e a cooperação entre os seus países-membros.

Além dos dois países fundadores, fazem parte do bloco a Bolívia, a Nicarágua, Dominica, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, e Granada.

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