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Mais de seis dezenas de palestinianos detidos na Cisjordânia ocupada

Nas duas últimas madrugadas, as forças de ocupação prenderam mais de 60 palestinianos em raides realizados em múltiplos pontos da Margem Ocidental ocupada. Em Jenin, mataram um adolescente.

As incursões das forças israelitas nos territórios ocupados da Palestina ocorrem a um ritmo quase diário (foto de arquivo)
As incursões das forças israelitas nos territórios ocupados da Palestina ocorrem a um ritmo quase diário (foto de arquivo)Créditos / medium.com

De domingo para segunda, as forças militares israelitas lançaram uma operação em larga escala na Cisjordânia ocupada e prenderam mais de 40 palestinianos, na sua maioria (26) na província de Hebron (al-Khalil).

Registaram-se igualmente detenções nas regiões de Nablus, Qalqiliya, Jenin, Belém, Ramallah e Jerusalém Oriental ocupada, informa a WAFA.

Nesta madrugada, foram presos pelo menos mais 18 palestinianos, sendo um deles o ex-preso de 62 anos Bassam al-Saadi, das Brigadas de al-Quds. Um familiar seu foi também preso, no âmbito de uma grande operação levada a cabo pelas forças israelitas no acampamento de refugiados de Jenin.

No âmbito desta incursão, que motivou forte resposta da resistência palestiniana, foi morto a tiro Dirar al-Kafrayni, de 17 anos, informou o Ministério palestiniano da Saúde, acrescentando que o jovem foi levado para um hospital de Jenin em estado crítico.

Posteriormente, o director do hospital, Wessam Bakr, disse à WAFA que al-Kafrayni teve morte imediata, uma vez que as forças israelitas usaram munições explosivas: a bala entrou pelo peito e explodiu dentro do corpo, provocando morte imediata ao jovem.

Foram registadas mais detenções de palestinianos nos distritos de Jenin, de Nablus, Tubas, Ramallah e Belém.

Operações a um ritmo quase diário

As forças israelitas levam a cabo estas operações num registo praticamente diário, quase sempre à noite e de madrugada. Alegando que «procuram» palestinianos, invadem as casas sem mandado de detenção onde e sempre que lhes apetece.

São frequentes os confrontos com os residentes palestinianos, os mais de três milhões que vivem na Margem Ocidental ocupada e que, lembra a WAFA, ficam completamente à mercê da autoridade militar que lhes é imposta pelos comandantes israelitas.

De acordo com os dados mais recentes da organização de apoio aos presos e de defesa dos direitos humanos Addameer, nas prisões israelitas encontram-se 4650 palestinianos, 180 dos quais são menores.

Esse número inclui os 650 presos «detidos administrativos», um regime de encarceramento que permite a Israel manter nas cadeias, sem acusação ou julgamento, presos palestinianos por tempo indefinido, na medida em que o período de detenção, até seis meses, é infinitamente renovável.

Alguns prisioneiros palestinianos passaram mais de uma década nas cadeias israelitas ao abrigo deste sistema, e é comum os presos recorrerem a greves de fome por tempo indeterminado como forma de chamar a atenção para os seus casos e fazer pressão junto das autoridades israelitas para que os libertem.

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