Desde domingo, utilizadores das redes sociais têm reportado uma actualização nas imagens de satélite da Faixa de Gaza na Palestina, no Google Maps. A plataforma, que não precisa os dias em que as fotografias foram tiradas, informa que se trata de imagens de 2026.
Ao percorrer o mapa de Gaza, Rafah ou Khan Younis, vêem-se amontoados disformes em tons de cinzento e castanho, cimento e areia. As imagens de satélite, com cada vez mais resolução e capacidade de ampliação, não trazem mais detalhes, em que quase não existem edifícios de pé.
Onde já estiveram bairros inteiros e blocos residenciais, hoje o mapa exibe áreas vazias, e onde ainda há prédios de pé há também um imenso risco de colapso, dadas as fissuras e danos generalizados deixados pelos ataques israelitas. Os palestinianos que resistem dentro do perímetro de Gaza têm que escolher entre o perigo destas edificações comprometidas e as restrições à chegada de novas unidades de habitações temporárias como tendas e caravanas.
De acordo com o relatório da ONU, publicado em Fevereiro deste ano pelo Relator Especial sobre moradia adequada, mais de 200 mil toneladas de explosivos foram lançadas sobre a Faixa de Gaza durante os quase dois anos anteriores.
Uma avaliação de satélite feita pelo Centro de Satélites da ONU (UNOSAT) calculou que cerca de 82% de todas as estruturas na Faixa de Gaza foram danificadas até Junho de 2026, totalizando 201 290 edifícios. Deste total, 134 422 foram completamente destruídos, 13 848 severamente danificados, 28 096 moderadamente danificados, e 24 924 possivelmente danificados.
As imagens actualizadas surgem num momento em que o cessar-fogo, constantemente desrespeitado, completa quase um ano, tendo entrado em vigor a 10 de Outubro de 2025.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui