Bluay actuava no RFM Sem Olhar a Quem e, com toda a naturalidade do mundo, uma mulher entrou no palco. O cantor pensou ser alguém da equipa que estava a produzir o concerto, a banda também e a intrusa roubou o microfone ao cantor e começa a cantar «O que tem no carro? O Pingo Doce…».
O momento foi parar à internet, viralizou nas redes sociais e, neste momento, grande parte das pessoas quer a resposta à questão cantada pela senhora. Eis que aproveitando as atenções que estão viradas para empresa detida pela Jerónimo Martins, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) quis responder à questão lançada com uma denúncia.
Segundo a estrutura sindical, «o Pingo Doce transferiu uma trabalhadora (mãe solteira com horário flexível para acompanhar os dois filhos menores) para uma loja a cerca de 35 quilómetros daquela onde trabalhava inicialmente».
A situação relatada pelo sindicato piora quando se sabe que, de transportes públicos, esta trabalhadora demoraria cerca de duas horas no trajeto entre a sua casa e a loja para onde foi transferida.
Apesar da imposição por parte do Pingo Doce, ao arrepio do direito dos trabalhadores, o CESP informa que interveio e, através de uma providência cautelar, obrigou a cadeia de retalho a recuar e colocar novamente a trabalhadora na loja onde sempre trabalhou.
Mais uma vez, ficou demonstrada a importância de um sindicato de classe no combate aos atropelos à legislação laboral, no entanto, nas redes sociais, lança o mote: «Foste transferida para uma loja longe daquela em que trabalhavas por lutares pelos teus direitos? Contacta o teu sindicato».
O sindicato reitera que o Pingo Doce não está acima da lei e que os trabalhadores, juntos e unidos, são capazes de fazer frente a quem ataca os seus direitos.
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