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Solidariedade com a Palestina volta às ruas de Compostela

Com o lema «Resistência, liberdade e paz», as plataformas Galiza pola Paz e Galiza por Palestina anunciaram uma manifestação em defesa do povo palestiniano, quando passam três anos sobre o início do genocídio.

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Manifestação solidária com a Palestina em Compostela a 5 de Outubro de 2025 Créditos César Arxina / nosdiario.gal

O povo galego vai voltar a sair à rua, no próximo domingo, em solidariedade com a Palestina, «três anos após o início do genocídio do povo palestiniano em Gaza, um ano após o Plano de Paz de fachada, anunciado a 10 de Outubro de 2025, e assinalando 78 anos da ocupação da Palestina, com a cumplicidade dos aliados do sionismo e a passividade da chamada comunidade internacional».

Num apelo à participação das organizações e entidades galegas, os promotores da mobilização de dia 4 (às 12h, na Alameda de Compostela) afirmam o propósito de encher as ruas com a solidariedade galega, para assim denunciar o incumprimento do cessar-fogo, acordado há um ano, por parte de Israel e exigir o fim da ocupação da Palestina.

Ao justificarem a necessidade de mobilização solidária com a Palestina, os organizadores exigem um cessar-fogo real, uma vez que «os ataques de Israel não cessaram», continuando a provocar mortos e feridos, e que a violência dos colonos na Cisjordânia se intensificou.

Neste contexto, a Galiza pola Paz e a Galiza por Palestina exigem uma «investigação exaustiva» sobre «o genocídio e os crimes contra a humanidade cometidos por Israel», e, condenando «a cumplicidade da União Europeia [UE] e dos seus estados-membros com os interesses do sionismo», exigem que a UE suspenda de imediato o Acordo de Associação e todas as relações preferenciais com Israel.

No mesmo documento, as organizações promotoras denunciam o aumento das despesas militares e os planos para favorecer a chamada «economia de guerra», que «implica o desvio de fundos sociais para armamento e, em última instância só serve para nos empobrecer». 

Ao Estado espanhol, exigem que, para lá das conferências internacionais e das palavras de reconhecimento formal do Estado, «torne efectiva a ruptura das relações comerciais e militares com a entidade genocida».

Exigência do fim da Lei da Mordaça contra a solidariedade

Reclamam ainda o fim da Lei da Mordaça e das medidas de repressão do Estado espanhol contra a solidariedade e a defesa dos direitos humanos, sublinhando que «a denúncia dos crimes do sionismo e do genocídio do povo palestiniano não é anti-semitismo».

O documento dirige-se também à Xunta da Galiza, pedindo-lhe que deixe de se pôr de lado e assuma uma atitude clara na defesa da legalidade internacional, «cancelando qualquer relação institucional, comercial ou de cooperação que mantenha, directa ou indirectamente, com entidades cúmplices da ocupação».

O texto destaca ainda a necessidade de «aplicação plena do direito internacional, em particular o direito de autodeterminação do povo palestiniano em toda a Palestina, do Rio Jordão até ao Mar Mediterrâneo», bem como o direito ao retorno de todos os refugiados.

«Urge impedir que o falso cessar-fogo sirva para perpetuar o bloqueio e a fragmentação territorial, permitir novos planos de deslocação demográfica e que Israel continue a roubar terras, a colonizar a Cisjordânia e a manter estruturas de apartheid sobre todo um povo», sublinham.

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