Filmado nos telhados de Telavive, à noite, em grande segredo e ao longo de três anos, Naza («danos colaterais» na gíria militar) apresenta os testemunhos de 24 militares das forças de ocupação israelitas, incluindo de oficiais dos serviços de informação e soldados, sobre a guerra na Faixa de Gaza e o assassinato sistemático de civis palestinianos. Por este trabalho, Yuval Abraham e Rachel Szor foram ameaçados com a perda da nacionalidade pelo Governo de Israel.
Algumas semanas depois das ameaças, os realizadores anunciaram a disponibilização online e gratuita de Naza (em Novembro), para além da sua distribuição em salas de cinema em mais de 55 países. «Jornalismo não é traição. Crítica não é traição. É dever de todo o cidadão cujo governo comete crimes ter conhecimento e de todo o soldado que os testemunhou denunciá-los», defendeu Yuval.
Em Portugal, Naza vai ser exibido na NOS Cinema, UCI e vários salas de cinema independentes. Numa iniciativa conjunta, a União dos Sindicatos do Porto (USP/CGTP-IN), o Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e a Paz no Médio Oriente (MPPM) e o Projecto Ruído estão a preparar uma exibição especial do filme para o dia 9 de Outubro, às 21h15, no Cinema Trindade, contando com intervenções destas organizações. A entrada é livre, «mediante inscrição e levantamento prévio de bilhete na União dos Sindicatos do Porto».
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