A terceira edição do Festival Paraíso chega esta sexta-feira com uma programação de cinema, música, dança e conversas para debater «as formas de existir entre a herança que recebemos e as realidades que construímos colectivamente», lê-se na apresentação do evento.
O anticolonialismo, a educação antirracista nas artes e a celebração das comunidades através da cultura e gastronomia são as componentes deste grande debate crítico de «Passado e Futuro na Afrodescendência».
Na sexta, dia 11, a programação abre com a conversa «Que formas de existir entre o que herdamos e o que construímos?» com David Ferreira, da Secção de Estudantes Africanos da Universidade do Minho; Isabel Macedo, investigadora do Conciliare; Saidatina Khady Dias, mediadora social na Conquista Vontades – Associação dos Imigrantes Senegaleses em Portugal; e Marisa Rodrigues, da publicação digital Bantumen, na moderação. A conversa terá lugar na Livraria Centésima Página, às 18h.
À noite, o espaço Gnration exibe o filme Si Destinu (2015), da realizadora Vanessa Fernandes. A curta-metragem acompanha Awa na sua mudança para Portugal, após a perda da sua mãe na Guiné-Bissau. A sessão acontece às 21h30 e é seguida por uma conversa sobre as variantes do Black Gaze com a realizadora e investigadora Kitty Furtado.
No dia seguinte, haverá uma apresentação pública do processo criativo do «Manual Antirracista para as Artes e Educação», mediado por Dori Nigro, Melissa Rodrigues e Raquel Lima em representação da União Negra das Artes. Será às 11h no Gnration.
Para o almoço, a chef cabo-verdiana Ana Teresa Correia prepara cachupa, rica e vegetariana, num ambiente comunitário e musical, assegurado pelo DJ angolano Chipula. Às 15h, o debate «O papel da criação colectiva na construção de futuros alternativos» reúne os jovens António Zaqueu, Luege D’ Olim e Sarina Azevedo sob a moderação de Luiza Lins, para partilharem suas vivências pessoais sobre «participação, memória, identidade e pertença no espaço público». Logo mais, às 16h30, o DJ Chipula retorna para acompanhar o workshop de dança mediado por Eddie Folige com foco nas raízes da kizomba.
O grande encerramento do festival fica a cargo da Cesária Évora Orquestra que presta uma homenagem à «diva dos pés descalços», no Theatro Circo. A apresentação contará com Elida Almeida, Lucibela e do compositor Teófilo Chantre. À excepção do concerto, todas as iniciativas são de entrada livre.
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