O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) apresentou recentemente da Jerónimo Martins o seu Caderno Reivindicativo para 2027 e consubstancia a suas exigências, não só nas justas reivindicações dos trabalhadores, mas também no facto da empresa lucrar mais de um milhão de euros por dia,
O sindicato sublinha que os trabalhadores têm perdido poder de compra ano após ano e que é tempo de a empresa aumentar a sua tabela salarial interna. «Perdemos poder de compra de ano para ano, não pode ser», reforça a nota.
Entre as propostas apresentadas, destacam-se várias exigências a nível financeiro e de condições de trabalho, nomeadamente a fixação do salário mais baixo na empresa em 1100 euros já em Janeiro de 2027; garantia de uma diferenciação mínima de 50 euros entre escalões da mesma carreira; e fixação do subsídio de alimentação em 10,46 euros por cada dia de trabalho.
Além destas questões, o CESP exige ainda a redução do período normal de trabalho para as 35 horas semanais, sem perda de remuneração; 25 dias úteis de férias para todos; e implementação nacional de uma escala de descanso semanal que garanta um fim de semana livre a cada seis semanas. O sindicato exige ainda tolerância de ponto no dia de aniversário do trabalhador.
O sindicato exige ainda o alargamento do regime de horário flexível para trabalhadores com filhos até aos 16 anos e um desconto de 10% para todos os trabalhadores em compras realizadas em todas as lojas do Grupo.
O CESP apela à união dos trabalhadores, sublinhando que «estas propostas só têm a força que os trabalhadores do Pingo Doce / JMR lhes derem», apelando à mobilização para que as exigências sejam efetivamente aplicadas.
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