|transportes

Carris quer impor taxa da UGT sobre não sindicalizados

A administração da Carris «não quer respeitar a livre opção dos trabalhadores em serem ou não sindicalizados», denuncia a Fectrans, que acusa esta de «ser um instrumento da UGT».

Estruturas sindicais defendem o carácter público da Carris
Acordo de empresa estava fechado e pronto a ser assinadoCréditos / CC0 1.0

«Em cada reunião que se faz com a administração da Carris, mais se comprova que esta está a ser um instrumento da UGT para impor novas regras na organização dos sindicatos», lê-se num comunicado aos trabalhadores.

A acusação parte da Federação Nacional dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), no seguimento das acções de ingerência da empresa que, após ter fechado um acordo com os sindicatos, faltando apenas a sua assinatura, passou a exigir uma taxa sobre trabalhadores não sindicalizados.

«Estamos perante uma manobra de chantagem sobre os trabalhadores e a administração tomou partido pela penalização dos trabalhadores para favorecer outras organizações com quem negociou e combinou esta cláusula», lê-se no comunicado.

A cláusula prevê que a adesão dos trabalhadores não sindicalizados ao novo acordo de empresa só seja possível com um pagamento destes aos sindicatos no valor de 0,4% do seu salário ilíquido.

Algo que desvirtua por completo o intuito do acordo, afirma a Fectrans, «de que todos os trabalhadores tenham um acordo de empresa», além de ser uma «intromissão, ilegal, na vida dos sindicatos» e de «não respeitar a livre opção dos trabalhadores em serem ou não sindicalizados».

Tópico