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«Genocídio na Terra Santa» apresenta-se esta quarta-feira em Lisboa

São mais de 40 anos de testemunho jornalístico da chamada «questão israelo-palestiniana». A apresentação do livro de José Goulão, esta quarta-feira, na Casa do Alentejo, estará a cargo do general Carlos Branco.

CréditosHaitham Imad / EPA

A limpeza étnica, intensificada há dois anos, mas esboçada há mais de um século, teve no jornalista José Goulão um testemunho de mais de 40 anos. Eufemisticamente chamado de «conflito», o genocídio do povo palestiniano ganhou recentemente o maior testemunho já publicado em português.

A narrativa vivida in loco, portanto emocionada, sem entretanto deixar de ser factual, documenta o processo conduzido até aos nossos dias, contextualizando as relações do Estado de Israel com os seus aliados, como os Estados Unidos e a União Europeia.

«Estava consciente de tudo isto. (...) Hoje tenho a experiência suficiente para saber que essa tarefa a que me dediquei nunca estará concluída», conta o autor. Apesar das incontáveis viagens que fez ao Médio Oriente desde 1980, Goulão não se considera um especialista no assunto, por entender que 50 anos é tempo insuficiente para que se entenda, a fundo, a complexidade de uma civilização, ou das civilizações, que marcaram a nossa de maneira determinante.

Além da narrativa baseada na experiência jornalística no terreno, desde Beirute, em 1982, passando por todos os levantamentos palestinianos (Intifadas) e a presença pessoal em múltiplas incidências do chamado «processo de paz», da colonização, das permanentes limpezas étnicas, da existência do Hamas e as vantagens que dela extrai o regime de Israel, e da vida concentracionária nos chamados «campos de refugiados», o livro de José Goulão inclui uma investigação profunda sobre a doutrina perversa do sionismo. Este estudo é indispensável para se perceber, com fidelidade, o que está a acontecer nestes dias e que, ao contrário do que pretende fazer crer a propaganda sionista, não tem um período antes e outro depois de 7 de Outubro de 2023. O processo de extermínio é um só desde que o sionismo passou da teoria à prática na Palestina.

Genocídio na Terra Santa – Testemunho de mais de 40 anos de reportagens no Médio Oriente terá uma sessão de apresentação na Casa do Alentejo, em Lisboa, dia 18 de Fevereiro, às 18h. Com o autor estará o general Carlos Branco, que fará a apresentação do livro.

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