À margem da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, a reunião Gymnich, que se realiza a 1 e 2 de Setembro, em Dublin, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) enviou uma carta
No documento, a organização critica a resposta da UE ao conflito, que classifica como «acompanhamento passivo», e sublinha que a comunidade europeia dispõe «tanto do mecanismo jurídico como da obrigação moral de agir», acusando-a de ser «económica e politicamente cúmplice» das violações do direito internacional.
Para sustentar a sua argumentação, o MPPM cita números divulgados por entidades como a ONU e a UNICEF, que indicam uma perda humana brutal desde o início do conflito. Entre os dados apresentados estão pelo menos 1286 palestinos mortos e 4257 feridos em Gaza devido a violações do cessar-fogo; um total de 21289 crianças mortas em Gaza desde Outubro de 2023; e mais de 1400 ataques de colonos na Cisjordânia desde o final de 2023, visando a «limpeza étnica das zonas rurais».
O movimento denuncia ainda a ocupação israelita de quase 70% do território de Gaza e a demolição de mais de 1700 estruturas palestinianas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, deixando milhares de famílias sem-abrigo .
O principal pedido do MPPM é a suspensão imediata do Acordo de Associação UE-Israel. A organização argumenta que Israel está em «clara e persistente violação do artigo 2.º" do acordo, que estipula que as relações devem ser condicionadas ao "respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos».
O MPPM recorda que a iniciativa europeia Justiça para a Palestina reuniu mais de 1,3 milhões de assinaturas a exigir a suspensão do acordo, demonstrando a vontade democrática da opinião pública. A organização apela ainda ao «congelamento imediato de todo o comércio preferencial com Israel» e ao fim da cooperação militar e económica.
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