|Algarve

Utentes exigem melhores condições na Extensão de Saúde de Messines

Meia centena de pessoas participou, esta sexta-feira, numa concentração junto à Extensão de Saúde de Messines, para exigir «melhor atendimento», «mais consultas» e «mais médicos». Bruno Luz, da comissão de utentes, diz que os protestos vão continuar até que «as condições sejam dignas».

https://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/messines-12-01.jpg?itok=C1gzdhcH
Utentes da Extensão de Saúde de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, exigem mais médicos e melhores condições de atendimento
Utentes da Extensão de Saúde de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, exigem mais médicos e melhores condições de atendimento Créditos

A acção de protesto ontem levada a efeito foi convocada pela Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e seguiu-se a outras que têm tido lugar em São Bartolomeu de Messines, tal como fez questão de frisar Bruno Luz no contacto mantido este sábado com o AbrilAbril.

Membro da Comissão de Utentes do SNS, Bruno Luz afirmou que São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, é uma freguesia grande e com muita população, e que enfrenta «muitas dificuldades no acesso à saúde».

Sublinhou a «necessidade de contratar mais médicos» para a Extensão de Saúde de Messines, explicando que os utentes «esperam um mês para marcar uma consulta e depois têm mais um mês de espera pela frente até serem consultados».

A população, «maioritariamente idosa, tem reformas baixas; não se pode deslocar a Albufeira, pagar um táxi e um médico privado», disse, acrescentando: «Não, não é dessas soluções que a gente precisa. O que é preciso é evitar transtornos à população, é impedir a degradação do serviço público, é ter aqui um centro de saúde apetrechado com aquilo que a população necessita.»

Bruno Luz reiterou que esta acção surge na sequência de outras, «em Messines e no concelho de Silves, para exigir aquilo a que a população tem direito, consultas a tempo e horas, condições de atendimento humanas e dignas». «E vão continuar até que as condições sejam dignas», enfatizou.

Tópico