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Estádio de Braga pode vir a ser o mais caro de sempre

«O custo do estádio pode ultrapassar os 192 milhões de euros», revelou o Presidente da Câmara de Braga (PSD/CDS-PP/PPM), na sequência de um pedido da CDU para a sistematização de todos os custos com a obra.

Trabalhadores fazem últimos trabalhos para a inauguração do Estádio Municipal de Braga
Trabalhadores fazem últimos trabalhos para a inauguração do Estádio Municipal de BragaCréditosESTELA SILVA / Agência LUSA

A solicitação desencadeada pelo vereador da CDU, Carlos Almeida, suscitou o esclarecimento pela Câmara Municipal de Braga de que o município já gastou mais de 175 milhões com este empreendimento.

O investimento público com a construção do Estádio Municipal de Braga pode, no pior dos cenários, perfazer os 192 milhões de euros, valor que está 127 milhões acima do que o orçamento inicialmente previsto aquando da sua construção para o Euro 2004. Às despesas de construção somam-se encargos anuais de manutenção que ultrapassam os 100 mil euros.

Ao valor apurado até ao momento podem vir ainda a somar-se verbas, em função da conclusão de processos judiciais em curso. A autarquia explica, em comunicado, que poderão acrescer ainda «os valores em pendência judicial, dos quais cerca de 11 milhões (relativos ao consórcio Soares da Costa/ASSOC) não são já passíveis de recurso, e os encargos financeiros a suportar até à liquidação total dos empréstimos bancários».

O valor total com o estádio é maior do que aquele que se teve com o Hospital de Braga, o que no entender da CDU, em declarações do seu vereador à Lusa, significa um «desvario» de todo o processo e do qual «têm que ser apuradas responsabilidades por estes números», pois não se pode «deixar assobiar para o lado e deixar que isto passe como se nada fosse».

Para o eleito comunista, deve reconhecer-se que os valores «restringem muito a actividade da autarquia, até porque estão a ser pagos ao longo do tempo, [mas] não podem servir para justificar tudo», porque não podem ser utilizados como «desculpa para a falta de investimento da Câmara nos últimos anos [desde que Ricardo Rio assumiu o cargo em 2013]».

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