O presidente turco afirmou hoje que a Turquia vai considerar repor a pena de morte, após o levantamento militar da passada sexta-feira.
Erdogan tem vindo a aproveitar o golpe, que caracterizou como «presente de Deus», para concentrar poderes. Para além da «limpeza» em curso no exército, a purga aplicou-se também às instituições do Estado e, em dois dias, já foram afastados quase três mil magistrados.
Os países europeus têm alertado a Turquia para que cumpra as regras do «Estado de direito» mas, a pretexto da segurança nacional, Erdogan ameaça com a reintrodução da pena de morte.
«Não podemos continuar a adiar isto, porque, neste país, aqueles que lançam um atentado terão de pagar um preço por isso», afirmou o presidente turco perante milhares de pessoas, após participar em funerais de vítimas do golpe falhado.
O último balanço emitido pelo governo turco, decorrente das acções ocorridas na sexta-feira, aponta para 290 mortos, cerca de seis mil pessoas detidas e mais de 1400 feridos. No grupo de detidos haverá cerca de 2900 militares.
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