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|Palestina

Número de presos palestinianos mortos na cadeia durante o genocídio sobe para 92

Na sequência da morte de Moataz al-Attrash, a Sociedade dos Presos Palestinianos (SPP) denunciou que, desde Outubro de 2023, 92 presos foram mortos em cadeias israelitas, 53 dos quais de Gaza.

Imagem de arquivo Créditos / Wafa

Moataz al-Attrash, de 21 anos e proveniente de al-Khalil (Hebron), faleceu esta quarta-feira na cadeia de Ofer, depois de 11 meses sob regime de detenção administrativa, sem acusação ou julgamento.

Acusando a ocupação israelita pela morte de al-Attrash, organizações de defesa dos direitos dos presos reclamaram uma investigação urgente sobre as circunstâncias do falecimento, exigiram a divulgação do seu registo médico e das condições completas da sua detenção, refere o portal palinfo.com.

Para o Centro Palestiniano de Defesa dos Prisioneiros, a morte do jovem palestiniano na cadeia «lança novamente luz sobre os perigos que ameaçam as vidas de milhares de prisioneiros palestinianos, sujeitos a condições de detenção severas e violações contínuas».

Por seu lado, a SPP revelou que, com esta morte, sobe para 92 o número presos palestinianos mortos sob custódia israelita desde Outubro de 2023 – cujas identidades puderam ser confirmadas –, 53 dos quais eram provenientes de Faixa de Gaza.

O mesmo organismo indicou, esta quinta-feira, que o número documentado de prisioneiros que faleceram nas cadeias da ocupação desde 1967 subiu para 329.

«Sistema de crimes e violações»

Em comunicado, a SPP destacou que estes presos faleceram como resultado de «um sistema de crimes e violações», que inclui tortura, fome, negligência médica, agressões, humilhações, maus-tratos e a privação dos direitos humanos fundamentais.

O destino de vários presos da Faixa de Gaza permanece desconhecido em virtude da prática de desaparecimento forçado, explica o texto, ao mesmo tempo que destaca a acumulação de testemunhos e dados que apontam para a execução sumária de dezenas de detidos.

A nota, também citada pela Wafa, refere ainda há cem casos de presos falecidos (e identificados) no interior das cadeias da ocupação cujos corpos continuam retidos.

Nesta centena de corpos incluem-se os de 89 presos que perderam a vida nas prisões desde o início do genocídio.

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