A 13.ª edição do «Olhares do Mediterrâneo – Women's Film Festival» está quase a chegar e já é possível participar da programação. O warm-up, desta que será a maior edição de sempre do festival, contará com filmes, documentários, debates e performance.
O arranque ficará a cargo da estreia nacional do documentário O Forte de Peniche como Primeira Casa, de Bianca Dias, às 18h, esta terça-feira, no ISCTE-IUL. O filme apresenta o quotidiano do Centro de Acolhimento de Refugiados de Peniche, que durante cinco anos do pós-Revolução abrigou mais de 600 pessoas vindas das ex-colónias. Após a exibição, no Auditório JJ Laginha, haverá uma conversa com a realizadora, Alexandre Audigane e Antónia Pedroso de Lima.
No dia 10 de Novembro, a conversa «Vamos Falar das Mulheres que a História Apagou» reunirá o escritor e ilustrador Pedro Vieira com a também escritora e jornalista Anabela Mota Ribeiro. A conversa será às 18h, na Sala de Âmbito Cultura, no El Corte Inglés.
Na sexta-feira, 13 de Novembro, «Sete Curtas Portuguesas» revisita os filmes escolares exibidos na secção «Começar a Olhar» de edições passadas do festival e traz na programação Naufragia (2025), de Carolina Vaz Rebelo; Viajante 1 (2025), de Luísa Vilas Boas, Olho Vento (2025), de Irina Oliveira, As Cores do Luto (2024), de Martiana Lima Mateus, Pelo Sim, Pelo Não (2024), de Laura Andrade, Dentu Zona (2023), de Eliana Caleia, Mesa Posta (2022), de Beatriz de Sousa. A sessão será às 18h30, no auditório Atmosfera M, e é obrigatória a inscrição prévia.
No dia 20, será exibido o documentário Mulheres, Terra, Revolução, de Rita Calvário e Cecília Honório, com a presença das realizadoras, seguido de uma conversa com as mesmas, às 21h, no Avenidas – Um Teatro em Cada Bairro. No dia seguinte, à mesma hora e lugar, o documentário exibido será My Sextortion Diary, de Patricia Franquesa, ganhador do Prémio do Júri Melhor Longa-metragem da edição de 2025, na sequência haverá uma conversa com as programadoras do festival.
O último dia de warm-up serão duas as actividades na agenda. Na sessão «Vozes de Mulheres no Cinema Georgiano Contemporâneo: Identidade, Infância e Retratos», as Manas do Leste fazem uma selecção de curtas com géneros e linguagens diferentes, mas em comum as experiências femininas. As curtas escolhidas foram: Inhale (2024), de Melana Sokhadze; Hey, Gunesh! (2021), de Marita Tevzadze e Ana Jegnaradze; The Scorching Sun (2024), de Nutsa Tsikaridze; What Does the Mud Whisper? (2025), de Dea Tcholokava; 12 K Marx Street (2019), de Irine Jordania; On Being Dziapshipa (2018), de Anna Dziapshipa; Mzia (2025), de Salomé Jashi. Após a sessão, às 17h, na Escola do Largo, haverá espaço para uma conversa com Lika Glurjidze, Maja Jankowska e Nevena Desivojevic, das Manas do Leste.
Por fim, «Territórios Herdados. O que herdamos e o que levamos connosco?» reunirá a performance T Ceremony, de Gwendoly van der Velden, com as curtas-metragens Membrana, de Irina Oliveira e José Azevedo, Detours, de Vida Guzmić, e Ara, de Rita Bolieiro. A sessão será às 17h15, no sótão da Casa Capitão e também contará com uma conversa com as artistas e a curadora.
Tudo isto antes do arranque oficial do «Olhares do Mediterrâneo – Women's Film Festival», que será no dia 23 de Novembro. Nesta que será a maior edição de sempre, serão exibidos 81 filmes, representando 32 países. A programação estará dispersa pela cidade de Lisboa e ocupará o Cinema São Jorge, a Cinemateca Portuguesa, o Instituto Cervantes, o Goethe-Institut, os Jardins do Bombarda e a Atmosfera M. Este ano, o festival terá sessões acessíveis com legenda e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
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