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Mão Morta no Festival Internacional de Dança de Guimarães

A «marca de origem portuguesa» vai estar em peso na nona edição do GUIdance – Festival Internacional de Dança Contemporânea. Acontece de 7 a 17 de Fevereiro e conta com a participação dos Mão Morta.  

Os portugueses Mão Morta
Os portugueses Mão MortaCréditos / hardmusica,pt

Apresentado esta quinta-feira, o programa da nona edição daquele festival inclui 11 espectáculos, dos quais seis vão ser apresentados ao público pela primeira vez, com destaque para o novo trabalho de Vitor Hugo Pontes e para a estreia da banda Mão Morta no evento.

Com «a marca de origem portuguesa» a marcar «presença em peso», o cartaz do GUIdance conta com nomes como Jonas & Lander, Miguel Moreira (Útero), Sara Anjo, Maurícia | Neves, Ainhoa Vidal, Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão.

«Todos nós, quando o pano levantar, vamos ver algo novo pela primeira vez. Esta é grande característica da 9.ª edição», salientou o director artístico do GUIdance, Rui Torrinha.

O evento abre a 7 de Fevereiro com Drama, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), de Vitor Hugo Pontes, que prolonga, nesta nova criação, o trabalho laboratorial de procura de uma nova linguagem artística, situada algures entre a palavra e o movimento, partindo da peça seminal de Luigi Pirandello Seis Personagens à Procura de Um Autor.

No segundo dia do GUIdance entram em cena, na Black Box da Fábrica ASA, os Mão Morta, que dão assim resposta a um «desafio» e, juntamente com a coreógrafa Inês Jacques, apresentam um «projecto inédito» que junta os seis músicos da banda a seis de bailarinos para apresentarem «uma desconstrução do espectáculo de música e de dança», a que deram o nome de No Fim Era o Frio.

No dia nove, sábado, «a dança tem três vidas», começando com Um Ponto que Dança, espectáculo-oficina de Sara Anjo, a partir do livro com o mesmo nome que a artista escreveu, com ilustrações de Martina Manyà.

Segue-se a estreia absoluta de anesthetize, de Maurícia | Neves, coreógrafa e performer, mas também autora de instalações e música, que fez nascer uma peça para três corpos femininos. O último espectáculo do dia será pela companhia Wang Ramirez, que se estreia em Portugal com EVERYNESS, peça que traz para o palco o tema das relações humanas, seja a amizade ou o amor romântico.

Dia 13, a «segunda ronda de espectáculos» abre, tal como a primeira, com uma peça de Victor Hugo Pontes, que volta a trazer a cena a peça que estreou no CCVF em 2011, Fuga Sem Fim, numa remontagem encomendada pelo GUIdance 2019.

No dia seguinte, 14 de Fevereiro, mais uma estreia absoluta marca o programa: o espectáculo Fraternidade I + II, da autoria de Miguel Moreira, protagonizado pela companhia Útero, com co-criação e interpretação partilhada por Cláudia Serpa Soares, Francisco Camacho, Luís Guerra, Maria Fonseca, Miguel Moreira, Romeu Runa, Sara Garcia e Shadowmen.

Domingo, Jonas&Lander (Jonas Lopes e Lander Patrick) viajam até à Black Box da Fábrica ASA para revelar o seu Lento e Largo, um trabalho fabricado no Centro de Criação de Candoso, local onde em residência artística, em que os robôs que dançam são um dos elementos que contribuem para o que chamam de «poética da alucinação».

O GUIdance encerra no dia 17, com vários espectáculos: Oceano, criado por Ainhoa Vidal, para «fazer sonhar» crianças dos seis meses aos dois anos, e Dos Suicidados O Vício de Humilhar a Imortalidade, de Joana von Mayer Trindade & Hugo Calhim Cristovão (outra estreia).

O festival fecha «em grande forma» com a Michael Clark Company e to a simple, rock 'n' roll' song pela primeira vez em Portugal, uma peça em três actos que presta homenagem a três das fontes de inspiração musical do autor (Erik Satie, Patti Smith e David Bowie).

A organização promete ainda «as essenciais» actividades paralelas que agregarão público, artistas, escolas e pensadores, havendo assim masterclasses (8 e 15 Fevereiro) que, em 2019, vão ter orientação das companhias Wang Ramirez e Michael Clark, havendo também debates (9 e 16 Fevereiro), oficinas para famílias orientadas por Ángela Díaz Quintela (10 e 17 Fevereiro) e ainda encontros que levarão Adolfo Luxúria Canibal e Victor Hugo Pontes às escolas do concelho de Guimarães (5 e 11 Fevereiro), para partilharem os seus percursos, experiência de vida e as suas visões artísticas em contexto de sala de aula.


Agência Lusa

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