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Espólios documentais enriquecem Centro de Documentação Sindical da CGTP

Os espólios documentais doados por Elsa Figueiredo e Maria da Luz Nogueira à CGTP-IN ajudam a preservar a memória do movimento sindical português junto dos trabalhadores e da sociedade em geral.

Da esquerda para a direita: Elsa Figueiredo, Arménio Carlos, Fernando Gomes, Maria da Luz Nogueira
Da esquerda para a direita: Elsa Figueiredo, Arménio Carlos, Fernando Gomes, Maria da Luz Nogueira CréditosJorge Caria / CGTP-IN

Uma sala da sede da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-IN) encheu-se de público, a 29 de Agosto passado, para assistir à formalização da doação de dois acervos documentais ao Centro de Documentação e Informação (CDI) da histórica central sindical dos trabalhadores portugueses.

O espólio de Elsa Figueiredo, funcionária da biblioteca do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e delegada sindical do CESP, dá testemunho da actividade laboral e sindical nos vários sectores da economia portuguesa durante um largo período, de 1944 a 1997, e compreende uma vasta colecção de recortes de imprensa e de boletins, circulares e outros documentos produzidos por sindicatos, federações, uniões e CGTP-IN.

Já o espólio de Maria da Luz Nogueira, que participou na criação da Interjovem em 1989 e foi até 1992 coordenadora da organização de jovens trabalhadores da Intersindical, é constituído por 24 números do Interjovem: Boletim da CGTP-IN para os Jovens, publicados entre 1986 e 1993. A Interjovem tem sido responsável pela dinamização de acções e iniciativas reivindicativas que promovem a melhoria das condições de trabalho e de vida dos jovens.

Durante a sessão pública em que Elsa Figueiredo e Maria da Luz assinaram os respectivos autos de doação, Fernando Gomes, membro da Comissão Executiva e do Secretariado do Conselho Nacional da CGTP-IN e responsável pelo CDI, apresentou uma breve nota biográfica das doadoras e abordou sucintamente o conteúdo e dimensão dos acervos em questão.

As doadoras intervieram para contextualizar o processo de constituição destes fundos documentais, salientando a importância de deixar testemunho, acessível a actuais e futuros dirigentes, funcionários e activistas sindicais, trabalhadores e sociedade em geral, do que foram períodos de luta e conquista de direitos fundamentais para os trabalhadores em Portugal, antes e depois da revolução de 25 de Abril de 1974.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, encerrou a sessão sublinhando a importância destes acervos para a preservação, valorização e divulgação da memória do movimento sindical português junto dos trabalhadores e da sociedade em geral, e destacou a coincidência de ambos os espólios terem em comum actos fundacionais: o da criação da Intersindical, em 1970, e o da criação da Interjovem, em 1989 – dois momentos marcantes na vida democrática e sindical do nosso país.

A actividade de recolha de acervos que tem vindo a ser feita no âmbito do CDI, aliada ao restante trabalho em curso neste sector, contribui para perspectivar o presente e o futuro da actividade sindical de forma mais sustentada e contextualizada, sublinhou o dirigente sindical.

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