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«A Comunicação Social e as Fronteiras da Democracia» em debate

A Biblioteca de Fânzeres acolhe, em 25 de Janeiro, a apresentação do livro A Comunicação Social e as Fronteiras da Democracia, com um debate em torno do tema.

Créditos / Photo by Filip Mishevski on Unsplash

Um debate sobre A comunicação social e as fronteiras da democracia realizar-se-á no próximo sábado, 25 de Janeiro, pelas 21h30, na Biblioteca de Fânzeres, em São Pedro da Cova, a propósito da publicação de um livro com o mesmo título.

O debate contará com a participação dos jornalistas Alfredo Maia e Pedro Tadeu, do professor universitário Rui Pereira e a moderação de Jorge Sarabando.

A comunicação social e as fronteiras da democracia é o primeiro número da colecção Cadernos de Abril, iniciativa editorial do Núcleo do Porto da Associação Conquistas da Revolução (ACR) destinada a recolher em formato livro as intervenções realizadas durante um conjunto de sessões-debate temáticas promovidas por aquele núcleo.

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A edição, organizada por Jorge Sarabando, conta com artigos de Alfredo Maia, Luís Miguel Loureiro (jornalista e professor universitário), Rui Pereira, Sofia Branco (jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas), e Valdemar Cruz (jornalista). O grafismo e a paginação são de João Tiago Silva.

«Neste nosso tempo», afirma o organizador, «a manipulação informativa tornou-se vital para o sistema», sublinhando ser «visível a capacidade que as editorias dominantes mostram em determinar a agenda mediática, os destaques convergentes de jornais e telejornais, e como todos se imitam no silenciamento, no acantonamento e na desvalorização das vozes alternativas».

Num contexto de «concentração empresarial nos meios de comunicação social», e de «expansão das redes comunicacionais», em que a manipulação mediática procura desvalorizar as instituições democráticas, «nenhum democrata pode ficar indiferente ou demitir-se de combater a mentira organizada, que pode ser útil para o capitalismo como sistema, mas será nefasta para a democracia como regime. É uma luta da cidadania, é uma luta do jornalismo livre e com ética. Há uma ponte por construir».

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