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População de Carnide exige as chaves da esquadra da PSP

Moradores e Junta de Freguesia realizam um protesto na segunda-feira para exigir as chaves da esquadra da PSP, fechada em Outubro, disponibilizando-se para realizar as obras necessárias à reabertura. 

Créditos / JF Carnide

«Mãos à obra pela nossa Esquadra!», assim se intitula o evento criado nas redes sociais pela Associação de Moradores da Quinta da Luz, em Carnide, a alertar para a concentração de segunda-feira, pelas 18h30, em frente ao edifício que era utilizado pela PSP. Moradores e eleitos estarão simbolicamente com capacetes de obras e preparados para receber as chaves com vista a poderem, em conjunto, requalificar o imóvel.

Para o protesto foram convidados o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, «que é o senhorio do espaço, e o Ministério da Administração Interna (MAI), que era o gestor», de forma a entregarem as chaves do edifício à população, revelou o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa (CDU).

De acordo com o eleito, «o que seria mais justo e aceitável era uma solução tripartida entre a Junta, a Câmara e o MAI», mas o secretário de Estado da Administração Interna disse que «não havia qualquer disponibilidade para fazer as obras».

«Não havendo disponibilidade do MAI para encontrar essa solução tripartida, então a junta disponibiliza-se, ela própria, com os parceiros locais e os moradores, para fazer as obras para que a esquadra seja aberta», acrescentou.

A Junta de Freguesia de Carnide tem também agendada para a próxima quarta-feira uma reunião com a Câmara de Lisboa sobre este assunto. Fábio Sousa acredita que a autarquia está empenhada na reabertura da esquadra, tendo em conta a votação por unanimidade de uma moção do PCP, na qual se exigia a reabertura da esquadra e a realização de obras por parte do MAI.

A esquadra da PSP de Carnide, que servia cerca de 30 mil habitantes, está encerrada desde o dia 16 de Outubro. Os cerca de 70 agentes que ali trabalhavam foram entretanto distribuídos pelas esquadras dos bairros Padre Cruz e Horta Nova, mais pequenas e também mais distantes. 

Com agência Lusa

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