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Estudo aponta para mais de 10 mil mortos por ataques com drones norte-americanos

Um relatório conjunto assinado por uma organização de juristas dos EUA e por um grupo de reflexão iemenita afirma que o número de vítimas mortais por ataques com drones pode ser cinco vezes superior aos dados oficiais.

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Um drone MQ-9 Reaper, na Base Aérea de Creech (Nevada, EUA), capaz de transportar bombas guiadas por laser, misséis ar-ar e ar-terra, utilizados no Afeganistão, na Líbia ou na Somália
Um drone MQ-9 Reaper, na Base Aérea de Creech (Nevada, EUA), capaz de transportar bombas guiadas por laser, misséis ar-ar e ar-terra, utilizados no Afeganistão, na Líbia ou na SomáliaCréditosStaff Sgt. N.B. / Força Aérea dos EUA

De acordo com o The Intercept, as estimativas oficiais que apontam para cerca de 3 mil mortes através de ataques conduzidos por aviões não tripulados (drones), em quatro países (Afeganistão, Iémen, Paquistão e Somália), representam apenas cerca de 20% do total de vítimas mortais na última década.

A Clínica de Direitos Humanos da Columbia Law School (EUA) e o Centro de Estudos Estratégicos de Saná (Iémen) apontam para a falta de transparência que envolve a divulgação do número de vítimas.

As estimativas oficiais reconhecem apenas 2935 vítimas mortais, enquanto o The Bureau of Investigative Journalism (TBIJ), uma organização de jornalistas de investigação sem fins lucrativos, aponta para entre 6382 e 9240 mortos por ataques com drones desde 2004.

O número de civis vitimados é estimado pelo TBIJ entre 739 e 1407, a que se somam entre 240 e 308 crianças. De acordo com o The Intercept, os dados podem esconder um número ainda superior de vítimas civis, já que os EUA têm conduzido ataques com drones sobre «homens em idade militar» nas zonas onde operam – inclusivamente durante «casamentos, funerais e outras ocasiões comunitárias».

A frequência dos ataques com drones norte-americanos tem aumentado nos últimos meses – quatro vezes superior à média dos últimos oito anos. Apesar de a maioria dos ataques e das vítimas mortais se registarem no Afeganistão, o número de ataques no Iémen tem vindo a crescer desde 2011.

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