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Comissão Europeia impôs despedimentos e encerramento de balcões

Banco italiano despede mais de 5 mil após injecção de dinheiro público

O banco italiano Monte dei Paschi di Siena (MPS) anunciou hoje que vai cortar 5500 postos de trabalho e fechar 600 sucursais até 2021, depois da imposição de um plano de reestruturação pela Comissão Europeia.

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CréditosPetar Milošević / CC BY-SA 4.0

O plano para permitir que o Estado italiano injecte 5,4 mil milhões de euros de dinheiros públicos no MPS prevê, entre 2017 e 2021, uma redução de 5500 postos de trabalho, incluindo 4800 trabalhadores que serão integrados num fundo de pensões voluntário, o Fundo de Solidariedade.

Segundo o plano, outros 450 postos de trabalho serão eliminados por estarem vinculados a actividades em descontinuação e haverá 750 trabalhadores que passarão à reforma. Paradoxalmente, estão também previstas 500 contratações, que deverão entrar com salários mais baixos e menos direitos que os bancários que serão despedidos.

Para redimensionar a sua estrutura organizativa, o MPS fechará cerca de 600 sucursais, 30% do total, prevendo passar das 2000 que tinha em 2016 para cerca de 1400.

Com esta estratégia, que não é estranha aos bancários portugueses, a entidade italiana prevê registar um lucro líquido superior aos 1200 milhões de euros em 2021. Também o Novo Banco, após a falência do BES, apostou numa política de despedimentos, imposição de reformas antecipadas e encerramento de balcões, com vista a tornar a instituição lucrativa a curto prazo e permitir a sua venda – entretanto anunciada, ao fundo-abutre Lone Star.

No caso do banco italiano, o Estado assume uma posição maioritária, com 70% do capital, já que os accionistas privados também devem colocar 4,3 mil milhões, de acordo com os termos aprovados pela Comissão Europeia. Já em Janeiro de 2013, o MPS tinha recebido uma injecção de capital de 3,9 mil milhões de euros por parte do banco central transalpino – o mesmo valor pago pelo Estado português pela falência do BES.


Com Agência Lusa

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