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Taxa de juro no crédito à habitação atinge valor mais alto num ano

Os juros dos contratos de crédito à habitação subiram em Setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Porto  Créditos / Adérito Machado

Como se já não bastasse a subida acelerada das rendas, também a taxa de juro dos créditos à habitação subiu em Setembro para o seu valor mais alto deste ano, segundo o INE.

O valor registado, de 3,194%, é o mais elevado desde Setembro de 2025, quando se fixou nos 3,228%.
A prestação média mensal da totalidade dos contratos fixou-se em 423 euros, 30 euros acima do mês homólogo (7,1 %).

Pela primeira vez desde Agosto de 2025, a proporção relativa a juros voltou a representar mais de metade da prestação mensal. Dos 423 euros referidos, 213 euros (50,4%) corresponderam a pagamento de juros e 210 euros (49,6%) a capital amortizado.

O valor médio da prestação em Setembro, nos contratos celebrados nos últimos três meses, fixou-se em 757 euros, o que significou uma subida de 13,7% ao mês homólogo.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação foi, em Setembro, de 80 843 euros, com o montante médio em dívida, para os contratos dos últimos três meses, a atingir 187 246 euros.

Entretanto, enquanto os juros do crédito à habitação sobem e as famílias ficam estranguladas, os lucros da banca crescem de forma exponencial, como denunciou recentemente o movimento pelo direito à habitação Porta a Porta: «Entre 2021 e 2025, os preços das casas em Portugal aumentaram, acumuladamente, cerca de 56%. No mesmo período, os lucros dos sete maiores bancos passaram de 4,6 milhões para 15,4 milhões de euros por dia» – um aumento de 235%.

Com agência Lusa

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