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CGD tem 180 milhões para reduzir pessoal

O presidente da CGD diz ter 180 milhões de euros para pagar a saída de centenas de trabalhadores até 2020, de acordo com o objectivo imposto por Bruxelas. 

O presidente da CGD, Paulo Macedo, e o administrador Rui VilarCréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse que o banco tem 180 milhões de euros para pagar a saída de centenas de trabalhadores em 2019 e 2020, que aceitem sair através do programa de «rescisões por mútuo acordo» e pré-reformas.

No âmbito do processo de recapitalização aceite em 2016 pela Comissão Europeia, de quase 5000 milhões de euros (dos quais 2500 milhões de injecção directa do Estado), a CGD iniciou um processo de reestruturação que passava também pela saída de 2200 trabalhadores até 2020 (isto depois das centenas que já tinham saído nos anos anteriores).

O banco iniciou, então, processos de saída por mútuo acordo, com pagamento de indemnizações, tendo saído 547 pessoas em 2017 e 646 trabalhadores em 2018. Para cumprir os objectivos impostos por Bruxelas, a par do encerramento de agências, terão de continuar a sair centenas de trabalhadores nos próximos dois anos.

Na apresentação das contas do ano passado, na sexta-feira, Paulo Macedo revelou que em 2018, ano em que encerrou 70 agências, a CGD teve lucros de 496 milhões de euros em 2018, acima dos 51,9 milhões de euros registados em 2017.

Com Agência Lusa

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