No Brasil, apenas três dias após a greve geral que mobilizou cerca de 40 milhões de trabalhadores, seis centrais sindicais subscreveram uma nota, lida nas acções que decorreram ontem pelo país, onde denunciam as medidas do governo golpista de Temer.
De acordo com o Portal Vermelho, milhares de brasileiros marcaram presença nas acções no Rio de Janeiro e São Paulo, assim como noutras cidades.
Em plena campanha para a segunda volta para as presidenciais, entre «a extrema-direita [de Le Pen] e a extrema-finança [de Macron]», 280 mil franceses estiveram nas ruas, com a maior concentração a ter lugar em Paris, onde estiveram cerca de 80 mil trabalhadores, segundo fonte sindical.
O secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), Philippe Martinez, afirmou em Paris que «a Frente Nacional (partido de Marine Le Pen) é inimiga dos trabalhadores». No entanto, de acordo com o l’Humanité, muitos dos participantes nos protestos recusam dar «um cheque em branco» ao ex-banqueiro e ministro da Economia de Hollande, Emmanuel Macron.
No dia em que se assinalou um mês do início da violência que tem marcado os protestos da oposição venezuelana, o centro de Caracas encheu-se de trabalhadores. Num manifesto lido por uma dirigente sindical, foi feita a denúncia: «querem afundar-nos numa longa e terrível noite fascista», noticia a Telesur.
O presidente Nicolás Maduro anunciou a convocatória de um Assembleia Nacional Constituinte, na concentração realizada na avenida Bolívar, no centro de Caracas, cujos membros deverão ser eleitos por sufrágio directo e através das estruturas comunais.
Em Havana, milhares de cubanos encheram completamente a avenida Paseo, no centro da cidade. Em declarações à Prensa Latina, vários participantes na marcha destacaram a necessidade de pôr fim ao bloqueio norte-americana à ilha caribenha, assim como a ocupação da base naval de Guantánamo.
Este foi o primeiro desfile do 1.º de Maio após o desaparecimento de Fidel Castro, o que levou a várias referências na acção da capital, assim como noutros cidades do país, onde também esteve presente a solidariedade com a Venezuela bolivariana.
A repressão marcou vários protestos pelo mundo, particularmente na Turquia, onde mais de 200 manifestantes foram presos. O governo proibiu, como tem feito desde 2013, que o 1.º de Maio fosse assinalado com uma manifestação na praça Taksim, quando se assinalavam 40 anos do massacre que custou a vida a dezenas de manifestantes. Também em Manila (Filipinas) há registo de confrontos entre a polícia e manifestantes junto à embaixada dos EUA.
A Confederação Sindical da Coreia do Sul organizou uma marcha em Seul, onde os trabalhadores desfilaram com chapéus de chuva vermelhos, simbolizando o direito à organização sindical. No Camboja, apesar da proibição governamental, cerca de um milhar de operários têxteis protestaram na capital pelo aumento do salário mínimo. Também no Bangladesh, os protestos foram protagonizados pelos trabalhadores da indústria têxtil.
Na colónia norte-americana de Porto Rico, milhares participaram na manifestação realizada em San Juan, a capital do território. Uma desempregada, citada pelo Washington Post, disse «sentir-se envergonhada por ter de vender água na rua». O sistema de pensões da ilha corre o risco de entrar em falência ainda este ano e o desemprego está em cerca de 12%. Desde 2016 que a política orçamental é controlada por uma comissão nomeada pelo governo federal norte-americano.
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