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Impune, Netanyahu faz campanha à custa do genocídio

O primeiro-ministro israelita admitiu que a ocupação militar de Israel na Cisjordânia vai continuar e que milhares de palestinianos expulsos de campos de refugiados, desde 2025, também não poderão voltar.

Créditos Atef Safadi / EPA

«A força que controlará este território e permanecerá aqui são as Forças de Defesa de Israel. Não haverá nenhum exército árabe aqui a Oeste do [rio] Jordão; estarão as Forças de Defesa de Israel», afirmou Benjamin Netanyahu, esta terça-feira, em plena campanha eleitoral, numa mensagem vídeo à entrada do campo de refugiados urbano de Tulkarem, no norte da Cisjordânia ocupada.

Deste histórico campo de refugiados, as tropas israelitas expulsaram cerca de 21 000 palestinianos, além de destruírem centenas de habitações, um processo que repetiram no campo de Nur Shams, hoje uma aldeia fantasma apesar de ter tido cerca de 13 000 habitantes, e no de Jenin com outros 20 000, segundo estimativas da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), que Israel incluiu na lista de organizações que designa como terroristas.

«Estamos a minutos de Netanya, a minutos da costa. A estreita fronteira de Israel já não será tão estreita. Estamos a proteger o território desde o Jordão até ao mar. O nosso Estado, o nosso controlo», acrescentou o primeiro-ministro israelita.

Benjamin Netanyahu avisou ainda que o Exército israelita apresentou-lhe e ao seu ministro da Defesa, Israel Katz, um «plano sólido e eficaz» caso as forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), conforme os dois políticos têm insinuado nos últimos dias, se confrontem com os israelitas.

Já no passado dia 6 de Outubro, Katz deu ordens ao Exército para aumentar o seu nível de alerta sobre um «possível cenário de guerra» contra a ANP na Cisjordânia ocupada se as forças da Autoridade Palestina decidirem agir contra as tropas israelitas ou os colonos, que nos últimos dias têm tido como alvo os agricultores palestinianos (recentemente, também dois portugueses foram detidos) durante a apanha da azeitona. 

Já em 2025, a ONU documentou a violência dos colonos israelitas durante a colheita.  A organização admite que o número de ataques de colonos israelitas na Cisjordânia ocupada atingiu o valor mais alto dos últimos anos. Em 2025, um em cada cinco palestinianos mortos naquele território por forças israelitas era uma criança. 

Com agência Lusa

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