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Synchro, a empresa de outsourcing que trabalha para o Estado e ignora trabalhadores

A Synchro, empresa que recebeu 237,2 mil euros para gerir todos os e-mails recebidos pela AIMA e faz o mesmo serviço para a Segurança Social, é acusada de manter o salário mínimo e estar há dois meses para responder ao caderno reivindicativo.

Conivente com o outsourcing, o Estado recorre à Synchro para dar resposta a necessidades permanentes que deveriam ser responsabilidade sua. A verdade é que a empresa substituiu a Reditus no serviço que fazia, no entanto, os impactos da externalização não mudam.

A Synchro atende e apoia milhares de beneficiários da Segurança Social e da AIMA, neste último caso, conforme foi noticiado por diversos jornais, arrecadou um contrato de 237,2 mil euros, mas de acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV/CGTP-IN) os trabalhadores são ignorados.

Segundo o sindicato, há mais de dois meses, os trabalhadores da Synchro aguardam uma resposta ao caderno reivindicativo entregue em 16 de Julho de 2026 e, dado esse facto, o subsídio de refeição continua nos 4,27 euros, o mesmo valor desde 2017.

A par desta estagnação no subsídio de refeição, o SINTTAV afirma ainda que trabalhadores altamente qualificados e com uma década de experiência estão a receber o salário mínimo, num quadro em que se assiste à degradação das condições de trabalho e onde as idas à casa de banho são controladas pelas chefias.

«A Segurança Social não pode fechar os olhos às condições de quem assegura diariamente um serviço essencial aos cidadãos», lê-se num comunicado da estrutura sindical que condena a precariedade existente na empresa.

Face a tal, por salários dignos, por melhores condições de trabalho, por respeito, contra a precariedade e pelo direito a trabalhar com dignidade, os trabalhadores vão levar a cabo uma greve no próximo dia 2 de Outubro. Além destas reivindicações, a acção de luta visa ainda afirma que «sem trabalhadores não há serviço» e, como tal, a Synchro tem que ouvir que dá a cara pela empresa e gera a mais-valia.
 

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