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Livro retrata experiência de presas políticas portuguesas

As apresentações do estudo Elas Estiveram nas Prisões do Fascismo, da União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), já têm data marcada para os dias 19 de Junho, no Porto, e 26 em Lisboa.

Imagem do documentário
Imagem do documentário "48", da realizadora Susana de Sousa Dias, onde estão representadas fotografias de presos políticos portugueses CréditosSusana Sousa Dias

Segundo nota divulgada pela URAP, esta sua nova publicação «trata-se de um estudo sobre a mulher sob o fascismo, nas cadeias e na participação em três fugas, nas lutas sociais e nos combates pela democracia» em que cada capítulo é assinalado por «textos ou poemas feitos por mulheres»

Para além de uma lista com os nomes de 1755 mulheres que foram presas durante a ditadura fascista do Estado Novo, «o livro divulga ainda as organizações femininas existentes à época, cartas às organizações femininas e democráticas do mundo inteiro; fala das mães que caminharam para as prisões e publica uma crónica de um tempo sombrio».

Em 2019, a URAP tinha já editado um outro importante contributo para a manutenção da memória histórica da resistência antifascista em Portugal, Forte de Peniche, Memória, Resistência e Luta, no qual recolheu numerosos elementos bibliográficos produzidos por, e sobre, os 2510 presos no forte-prisão de Peniche.

Esta nova publicação, cujo alcance termina com «a chegada de Abril, da liberdade, da democracia, do reconhecimento legislativo da igualdade – na prática ainda não totalmente conquistada» – pode ser adquirido presencialmente, nas apresentações a realizar pela associação, a 19 de Junho, pelas 15 horas, na Cooperativa Árvore, no Porto, e em Lisboa, em local a confirmar, ou ainda por encomenda directamente à URAP.

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