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«A Família Humana»: fotografia e humanismo no Museu do Neo-Realismo

A exposição, inaugurada em Julho e patente até 29 de Maio de 2022, dá a conhecer a nova colecção internacional de fotografia do Museu do Neo-Realismo, centrada no período 1930-60.

Créditos / cm-vfxira.pt

Trata-se da primeira apresentação da colecção de fotografia internacional «A Família Humana», iniciada pelo Museu do Neo-Realismo em Agosto de 2019, com o contributo do curador Jorge Calado.

Conta com cerca de 375 fotografias de mais de 175 artistas de 25 nacionalidades, que fotografaram em 60 países dos cinco continentes. No entanto, devido às limitações do espaço, só é possível mostrar um terço da colecção (aproximadamente 130 fotografias) e, de forma periódica, há uma rotação das peças expostas, segundo revela o curador no texto de apresentação.

De entrada livre, a exposição pode ser visitada no Piso 1 do museu, em Vila Franca de Xira, de terça-feira a domingo, entre as 10h e as 18h (aos sábados, até às 19h), estando a capacidade limitada de acordo com as normas da Direcção-Geral da Saúde.

No texto de apresentação, Jorge Calado, responsável pela curadoria, afirma que a colecção «A Família Humana» do Museu do Neo-Realismo «continua a crescer e a desenvolver-se», estando nela «representados grandes mestres da história da fotografia».

«Uma exposição fotográfica forma um discurso complexo que cabe ao visitante completar e decifrar. Para facilitar a leitura, a exposição está organizada em sete secções e três núcleos», diz Calado.

«Os núcleos – esclarece – abraçam as várias religiões, transportam-nos à lezíria ribatejana e recordam-nos que durante a II Guerra Mundial Lisboa era uma cidade aberta a quem fugia do horror nazi (e não só).» 

«Pelo caminho, celebramos várias formas de lazer, espantamo-nos com o que se passa na rua, vergamo-nos às exigências do trabalho, na terra e no mar, e lutamos por uma vida melhor, às vezes de armas na mão», diz.

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