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Em Julho aumentou a electricidade, em Agosto o calor obrigou a aumento de consumo

Nas manifestações ouve-se a palavra de ordem «o custo de vida aumenta, o povo não aguenta». Esta palavra de ordem também se pode referir ao calor, já que a temperatura aumentou e o povo não aguentou, o que representou 1,8% do aumento do consumo.

CréditosAntónio Cotrim / Agência Lusa

No passado mês de Julho, após revisão da ERSE das tarifas de acesso, os comercializadores atualizaram os preços, o que levou a um aumento dos preços. O aumento existiu essencialmente porque a revisão das tarifas de acesso significou a revisão dos custos associados ao mercado grossista de energia e ao transporte e distribuição da eletricidade até casa dos clientes.

O preço final no mercado livre é, então, a combinação entre as componentes reguladas e a margem de lucro das empresas e os comercializadores realizaram assim um aumento na fatura de luz. 

O aumento é mais uma machadada nas contas das famílias que vêem o aumento geral do custo de vida, de mês para mês, a ser uma realidade cada vez mais consolidada. Como se isto não bastasse, a necessidade de recorrer mais à electricidade também aumentou com o calor sentido no mês de Agosto.

Segundo dados da REN, o consumo de electricidade aumentou 1,8% em Agosto, face ao mesmo mês do ano passado, influenciado pelas temperaturas acima do normal, enquanto no acumulado dos primeiros oito meses o consumo diminuiu 0,5%, por obrigação de poupança.

Isto significa, então, que o calor teve impactos directos no bolso das famílias já que estas, ao tentar combatê-lo foram obrigadas a gastar mais dinheiro. É caso para dizer que «o sol quando nasce é para todos, mas o seu efeito não é igual para todos».
 

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