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Sindicatos reivindicam mais condições e salário à dona da TVI

Numa reunião com a Media Capital, sindicatos alertaram para a urgência de negociar um instrumento de regulamentação colectiva e apresentaram propostas de aumentos salariais, entre outras reivindicações.

Foto de arquivo.
CréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

O Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) e o Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), ambos afectos à CGTP-IN, reuniram-se recentemente, em conjunto com o Sindicato dos Jornalistas, com representantes da Media Capital a fim de avaliar a situação laboral nas empresas do Grupo e as medidas a tomar na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores seus associados. 

As estruturas sindicais insistiram na necessidade de negociar, a curto prazo, um Instrumento de Regulamentação Colectiva (IRCT) que uniformize regras, mobilidade, salários, direitos e deveres no grupo dono da TVI/CNN Portugal, tendo em conta os benefícios que dele resultam. 

A contratação colectiva «é um motor de desenvolvimento social e de equilíbrio nas empresas», salienta o STT, através de comunicado, salientando que as empresas com IRCT, além de serem mais eficientes e produtivas, têm trabalhadores mais motivados, com melhores remunerações e mais protegidos.

Em termos de aumentos salariais para este ano, os sindicatos apresentaram propostas de correcção e melhoria. Quem neste momento aufere um «salário abaixo do valor mínimo da banda salarial para a Categoria/Função, mesmo depois da actualização salarial de 2022, deverá ter uma atualização extraordinária, no mínimo para esse valor no imediato», lê-se na nota. Para quem não foi contemplado com aumentos por ter entrado para a empresa depois de 1 de Janeiro de 2021, os sindicatos defendem uma actualização salarial nas mesmas condições dos restantes trabalhadores que entraram para a TVI antes dessa data. 

«Para quem não teve aumentos porque tem uma Remuneração Total superior ao valor máximo da banda para a sua Categoria/Função, deverá ter a actualização de 2,2%, aplicada aos restantes trabalhadores», entendem os sindicatos.

Na reunião, que contou com a presença da directora de Recursos Humanos da Media Capital e do director de Operações da TVI, foi também reclamado o pagamento das refeições em deslocação para fora das instalações da TVI à factura, como já aconteceu no passado, ou a «atribuição de um valor por conveniência do trabalhador que cubra o aumento galopante dos preços na restauração». Mas também a necessidade de atribuir mais dias de férias, para os trabalhadores melhor conciliarem o trabalho com a sua vida pessoal e familiar, «num sector tão exigente que trabalha 24h/24h, e onde os horários de trabalho são tão desregulados».

Quanto o processo de reorganização e alocação de trabalhadores da TVI para a EMAV, «mantém-se a inflexibilidade e a ameaça velada através da imposição para a concretização até ao final de Julho». Entretanto, os sindicatos comprometem-se a «insistir» no processo reivindicativo, salientando que a unidade e a disponibilidade dos trabalhadores para a luta serão determinantes para o sucesso.  

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