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Faltam auxiliares em sete escolas de Santiago do Cacém

A Câmara de Santiago do Cacém soube da falta de condições para o arranque do ano escolar no final de Agosto e já endereçou um pedido de reunião urgente à tutela. Em causa, a falta de asssistentes operacionais em sete escolas do 1.º Ciclo. 

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A Escola Básica de Relvas Verdes é uma das afectadas pela falta de auxiliares
A Escola Básica de Relvas Verdes é uma das afectadas pela falta de auxiliaresCréditos / Rádio Sines

A situação repete-se e foi transmitida ao município pelo director do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém a poucos dias do arranque do ano escolar.

O facto de o Ministério da Educação não ter procedido à contratação de assistentes operacionais compromete o início das aulas em sete escolas do 1.º Ciclo do agrupamento. Posto isto, o presidente Álvaro Beijinha endereçou à secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, um ofício onde, «tendo em conta o sucedido no passado recente, em que escolas de um e dois lugares do concelho de Santiago do Cacém não puderam iniciar as aulas na data prevista por situação idêntica, solicita reunião com carácter de urgência, com vista a encontrar o melhor caminho que assegure a abertura do ano lectivo, nas datas previstas».

Em causa está a abertura do novo ano nas escolas rurais de Abela, Arealão, Santa Cruz, Aldeia dos Chãos, Relvas Verdes, São Bartolomeu da Serra e Cruz de João Mendes. O município aproveita, entretanto, para recordar que, «há dois anos a situação foi idêntica, ficando solucionada após a insistente pressão da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesias, dos pais e dos encarregados de educação junto da Secretaria de Estado e da Direcção Regional da Educação».

Além de preocupante, tanto para a autarquia como para os pais, Álvaro Beijinha afirma tratar-se de um cenário incompreensível. «Temos dificuldade em compreender porque é que esta situação se volta a repetir e não são acauteladas, atempadamente, a dotação das escolas com recursos humanos e materiais para o regular início do ano lectivo por parte do Ministério da Educação», afirma o edil.

Ao nível do pré-escolar, o presidente informa que, sendo responsabilidade da Câmara Municipal, foram tomadas as medidas necessárias para que da sua parte o novo ano lectivo se inicie com regularidade, tendo sido contratualizadas o dobro das auxiliares exigidas por lei. 

Numa comunicação emitida ontem, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou a contratação de 1500 assistentes operacionais para o ano lectivo que arranca amanhã, reservando 500 auxiliares para o ano lectivo 2018/2019.

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