24 a 30 de Novembro

Pós-Laboral #16

Sempre que Manel Cruz vai a palco nascem dez crianças felizes. Depois é só descobrirem Morrissey e os The Smiths, que certamente os seus corações não ficarão menos alegres. Finalmente, têm os livros de Philip Roth para se contentarem até ao final das vidas. 

Manel Cruz
Manel CruzCréditos / Palco das Artes

Nos palcos: 

Aprendi a ouvi-lo e decorá-lo, naturalmente, com o «Cão» dos Ornatos Violeta. O resto é história e será histórico. Sotaque tripeiro, poesia apostado em dar-te que pensar e uma voz de quem parece não fazer grande esforço no acto de cantar, mas de repente, «como é que ele saca aquele agudo?»

Manel Cruz é dos músicos portugueses que marcam definitivamente o fim do século anterior e o início deste. Felizmente, e nem sempre foi tão certo assim, devido aos vários períodos de pausa prolongada, temos ainda muitos anos para que nos continue a mostrar o seu interior. 

O Manel Cruz é tão bom, tão bom, tão bom, que até me faz sugerir-vos aqui que vão a um festival de uma empresa de telecomunicações... É hoje mesmo, no Tivoli em Lisboa, às 22h40, no Vodafone Mexefest. Ah, e vem aí álbum novo em 2018, dez anos depois do coleccionável «Foge Foge Bandido». 

Nos ecrãs: 

Durante o fim-de-semana, agora que voltou a chuva, é boa altura para ir ao cinema ver England Is Mine, de Mark Gill. É para quem gosta de Morrissey (e dos The Smiths, claro) e para quem ainda não gosta e quer começar a gostar.

Nem sempre unânime e muito menos consensual, Morrissey é sem dúvidas um dos mais cativantes artistas britânicos. E pioneiro, afinal de contas ele foi o primeiro da malta com uma arma nas mãos. Quer dizer, não foi ele o pioneiro, foi o Hector, mas vá, vocês entendem.

Nas folhas:

Não sei porquê mas sempre me vieram parar vários livros de Philip Roth às mãos. E sempre que isso aconteceu li-os, e isso nem sempre é garantido. Ainda assim, continuo a ter muitas páginas de Roth para ler.

A Dom Quixote edita agora um livro seu de 1979, O Escritor Fantasma. Não sei nada sobre este livro, nem quero saber, só sei que certamente me virá parar às mãos mais cedo ou mais tarde. Procurem-no, nunca desilude.