Sindicato da UGT requer a caducidade das convenções colectivas

Os trabalhadores do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas/UGT (SBSI) e dos seus Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) marcaram greve para amanhã, demonstrando a sua indignação com o requerimento de caducidade das suas convenções colectivas, efectuado pela direcção deste sindicato.

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Fachada do hospital do SAMS em Lisboa
Fachada do hospital do SAMS em LisboaCréditosTiago Petinga / Agência LUSA

Foi em Novembro que o SBSI requereu ao Ministério do Trabalho a caducidade das convenções colectivas. Numa nota lançada à imprensa, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde, o Sindicato Nacional dos Profissionais da Farmácia e Paramédicos e o Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses afirmam que foram mandatados pelos trabalhadores do SBSI/SAMS Sul e Ilhas para decretar greve para amanhã, com o objectivo de defender as suas convenções colectivas e a viabilidade e desenvolvimento do SAMS.

Os sindicatos acusam a direcção do SBSI de ter recusado o diálogo com os representantes dos trabalhadores, enquanto «tem vindo a desrespeitar as convenções colectivas que livremente subscreveu» e agora pretende caducar.

Os sindicatos acusam a direcção do SBSI de ter recusado o diálogo com os representantes dos trabalhadores, enquanto «tem vindo a desrespeitar as convenções colectivas que livremente subscreveu» e agora pretende caducar. Acusam ainda a direcção daquele sindicato de estar empenhada em «encerrar serviços do SAMS, em vez de apostar na sua rentabilização e expansão», dando o exemplo dos serviços clínicos fechados no final de 2016, por alegada falta de utentes e rentabilidade, ao mesmo tempo que fez «elevados investimentos até 2015, na reestruturação e modernização das instalações dos SAMS». Entretanto o anterior responsável da Comissão Executiva dos SAMS também apresentou e justificou estatisticamente o crescente aumento da afluência de beneficiários e de utentes e a rentabilização generalizada dos serviços clínicos.

Os sindicatos lembram que a direcção do SBSI «podia evitar a greve», se optasse pelo diálogo, se «retomasse os processos negociais que interrompeu e assumisse o compromisso da continuidade das convenções». As estruturas sindicais responsabilizam ainda a direcção do SBSI pela «mobilização ilegal de trabalhadores com vínculo precário, que têm estado a ser coagidos para assegurarem os serviços durante a greve».

No dia da greve ocorrerão concentrações, sendo que a partir das 8h os trabalhadores estarão à porta do Hospital e do Centro Clínico dos SAMS a esclarecer os utentes sobre as razões do protesto. Pelas 11h haverá uma conferência de imprensa dos sindicatos organizadores do protesto à entrada do Centro Clínico de Lisboa do SAMS.

 

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