|Refinaria da Petrogal

Futuro da refinaria de Matosinhos preocupa trabalhadores

O SITE Norte volta a alertar para a «incerteza» quanto ao futuro da refinaria de Matosinhos da Galp, onde a produção de combustíveis foi suspensa «indeterminadamente» e a monobóia desactivada.

Refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira, Matosinhos. Foto de arquivo
Créditos / JM

«O momento actual no complexo industrial é de enorme incerteza e vulnerabilidade no que diz respeito à sua continuidade como um dos maiores pólos industriais existentes no Norte do País», lê-se num comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (Site-Norte/CGTP-IN). 

No documento distribuído quinta-feira aos trabalhadores da Petrogal, em Matosinhos, no distrito do Porto, a estrutura sindical fala num «forte ataque, ainda que dissimulado, por parte da administração da Galp Energia, que não pode passar despercebido às forças vivas da região», sublinhando que «os sinais são muito claros».

«A suspensão da produção de combustíveis indeterminadamente, parando equipamentos que, recordamos, foram considerados na altura como o garante do futuro e competitividade da refinaria é sem dúvida revelador do momento delicado que atravessamos», alerta.


Neste sentido, diz ser sintomática «a desactivação da monobóia, que, na altura em que foi colocada em serviço, significou um salto qualitativo em termos de rentabilidade do petróleo bruto tratado nas instalações da refinaria, minimizando o risco de paragens por inoperacionalidade do posto A no Terminal de Leixões e consequente pagamento de sobre-estadias dos petroleiros».

Recorde-se que, no passado mês de Outubro, data em que a Galp suspendeu mais uma vez a produção de combustíveis em Matosinhos, um dirigente do SITE Norte revelou, em declarações ao AbrilAbril, que, em termos técnicos, a situação não é sustentável, porque os equipamentos estão preparados para trabalhar de forma contínua.

Depois de «várias reuniões com entidades camarárias e governamentais», o sindicato exige a retoma plena da actividade da fábrica de combustíveis, tendo em conta que «os avultados investimentos que aí foram realizados são o garante do emprego, da criação de riqueza e do desenvolvimento da economia regional», dado que muitas empresas trabalham directamente para a refinaria, mas também do País. 

Simultaneamente, defende que «esta situação necessita do envolvimento de todos os trabalhadores, sejam eles quadros superiores ou intermédios da Petrogal ou prestadores de serviços, assim como a população da região Norte, em prol da continuidade da refinaria do Porto e na defesa dos postos de trabalho».

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