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Greve pára produção da Mercedes e BMW na Alemanha

Trabalhadores do sector automóvel e metalomecânico na Alemanha iniciaram, esta sexta-feira, o terceiro dia consecutivo de greves de 24 horas, parando a produção nas fábricas da BMW, Mercedes e Airbus. Reivindicam a redução da jornada laboral e um aumento salarial de 6%.

Trabalhadores da BMW em greve mostram um cartaz em que expressam a exigência de um aumento salarial de 6% (2 de Fevereiro de 2018)
Créditos / Sputnik News

De acordo com o sindicato alemão IG Metall, mais de 300 mil trabalhadores estiveram envolvidos nos primeiros dois dias de greve, que atingiram a produção em inúmeras unidades industriais alemãs de empresas como a MAN, a ZF Friedrichshafen, a Porsche, a Ford e a Audi.

Hoje, a greve está a ter forte impacto nas fábricas da BMW na Baviera (Sul da Alemanha), bem como nas fábricas da Airbus em Bremen, Hamburgo e Baixa Saxónia, segundo refere o portal El Salto.

O IG Metall, com cerca de 2,3 milhões de filiados, estima que mais de 250 empresas sejam atingidas nestes três dias de greve, que, de acordo com fontes sindicais, serve como último aviso antes do endurecimento da luta, caso o patronato faça ouvidos moucos às reivindicações dos trabalhadores.

Estes exigem um aumento salarial de 6% e a possibilidade de optarem por uma semana laboral de 28 horas ― para cuidarem de crianças, pessoas mais velhas e familiares doentes ― por um período de dois anos, com direito a regressarem à semana de 35 horas no final desse tempo, indica a Reuters.

A mesma fonte refere que se trata da primeira grande luta do IG Metall com vista à alteração do número de horas laborais por semana desde que, em 1984, os trabalhadores do sector empreenderam greves durante sete semanas, que viriam a ser determinantes para a conquista do direito à semana laboral de 35 horas (que antes era de 40 horas).

Sindicato e patronato já anunciaram que vão retomar as negociações ― interrompidas na semana passada sem acordo entre as partes ― na próxima segunda-feira. Em simultâneo, o patronato avançou com uma acção em tribunal, exigindo uma indemnização pelas «perdas provocadas pelas paralisações», mas o sindicato já respondeu que o conflito não se vai resolver nos tribunais, mas à mesa das negociações.

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