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Discussão do Orçamento do Estado para 2018 na Assembleia da República

Investimento nos mínimos deixa «carruagens encostadas»

O investimento público está em mínimo de mais de 20 anos, cenário que não é ultrapassado pelo Orçamento do Estado para 2018. Bruno Dias (PCP) ilustra: isto corresponde a «navios abatidos e não substituídos» ou «carruagens encostadas».

Um terço das composições do Metro de Lisboa estão parados para manutenção
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O investimento público em 2016 registou o nível mais baixo desde 1995 e o valor previsto para 2017 deve ficar-se nos mínimos históricos. Apesar do crescimento de 40%, anunciado pelo Governo, a verificar-se, coloca ainda assim o investimento público no valor mais baixo desde 1996.

Depois de o anterior governo ter operado um corte que ultrapassou os 30% em 2011 e 2012, o valor orçamentado pelo Governo é claramente insuficiente para ultrapassar as necessidades do País.

O deputado comunista Bruno Dias ilustrou hoje, no debate do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) na Assembleia da República, o que significa a manutenção do investimento público em níveis historicamente baixos: no Metro de Lisboa, das 111 composições, «30 unidades estão paradas nas oficinas para reparação. Vamos ter a Web Summit para a semana em Lisboa e um quarto da frota do metro está inoperacional.»

Também no plano dos transportes, Heloísa Apolónia lançou a António Costa o desafio de recuperar o passe escolar para os estudantes do Ensino Básico e Secundário, o 4_18. No último Orçamento, o PEV bateu-se pela reposição do passe sub_23, para os estudantes do Ensino Superior, que voltou a estar disponível já no presente ano lectivo.

Pelo PSD e pelo CDS-PP, as deputadas Ângela Guerra e Cecília Meireles criticaram as cativações orçamentais no sector da Saúde, tal como fez o deputado do BE Moisés Ferreira.

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