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CIG denuncia «despedimento injusto» na Mercadona

A central galega agendou uma concentração de protesto por entender que se trata de um novo episódio de perseguição sindical, já que o trabalhador despedido integrou as suas listas nas eleições de Dezembro.

Concentração realizada esta segunda-feira, 31 de Julho, frente à loja da Mercadona em Perillo (Oleiros, Galiza), para exigir a reitegração de um trabalhador «despedido injustamente» e denunciar «abusos laborais» e «sobrecarga de trabalho» 
Créditos / CIG

A Confederação Intersindical Galega (CIG) anunciou, para hoje, uma concentração frente à Mercadona de Perillo (concelho de Oleiros, província da Corunha) para repudiar o «despedimento injusto» de um trabalhador naquela loja.

Em nota divulgada, a secção sindical destaca que não irá tolerar «repressões ou abusos laborais» e que responderá «a qualquer agressão da empresa contra os direitos dos trabalhadores».

No que respeita a este caso, classifica-o como mais um exemplo de «perseguição sindical à CIG», tendo em conta que o trabalhador despedido integrou a candidatura que a central galega apresentou nas eleições celebradas em Dezembro último.

A secção sindical lembra ainda que o funcionário não recebeu qualquer advertência, sanção ou abertura de repreensão (que, segundo refere, é o método habitual da empresa para justificar despedimentos arbitrários) antes da comunicação da carta de despedimento.

Além disso, explica, o seu colega não tinha a pré-avaliação suspensa e que, nos nove anos de trabalho para a empresa, recebeu sempre o prémio, que «a Mercadona usa para recompensar ou castigar os funcionários».

María López, presidente do comité na província da Corunha, defende que se trata de «um despedimento exemplar», tendo lembrado que a CIG apresentou, naquela loja, inúmeras queixas à Inspecção do Trabalho.

A Mercadona «procura desafiar a CIG e intimidar os trabalhadores mais activos na defesa dos seus direitos», defende López, sublinhando que, depois das eleições de Dezembro – em que a central galega voltou a ganhar com maioria absoluta no comité da Corunha e ganhou pela primeira vez nos de Ourense e Pontevedra –, «a empresa deu início a uma campanha de perseguição, acosso e despedimentos nestas duas províncias».

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