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Solidariedade com a Revolução cubana pelo mundo fora

Cubanos residentes no estrangeiro e organizações solidárias com Cuba realizaram, nos últimos dias, mais de cem acções de apoio à Ilha e contra o bloqueio imposto há seis décadas pelos EUA.

Manifestantes na iniciativa solidária com Cuba em Nova Iorque 
Créditos / @CUBAONU

Lisboa foi palco de uma das muitas concentrações que ontem tiveram lugar no mundo em solidariedade com Cuba, para exigir o fim do bloqueio, das ingerências externas e das acções de desestabilização promovidas pelos Estados Unidos.

Na iniciativa, em que foram gritadas palavras de ordem como «Cuba sim! Bloqueio não!» e «Cuba vencerá», intervieram representantes do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), da CGTP-IN, da Associação de Amizade Portugal-Cuba e da Associação Projeto Ruído, que, entre outros aspectos, exigiram uma política externa portuguesa consonante com a Constituição e, assim, não submissa aos ditames dos EUA, informa o CPPC.

Tal como em Portugal, nos Estados Unidos, pessoas solidárias com Cuba juntaram-se frente à Embaixada para expressar o seu apoio à Revolução cubana. A acção em Washington, revela o portal Cubadebate, foi organizada por grupos como CodePink, Answer Coalition, Coalición DC-Metro de Solidaridad con la Revolución cubana e o Partido Comunista dos Estados Unidos.

Mobilização contra o bloqueio e em solidariedade com Cuba em Londres / @EmbaCuba_UK

Em Nova Iorque, a iniciativa solidária ocorreu frente à sede da missão de Cuba junto das Nações Unidas. Representantes da Coalición Cuba Sí New York-New Jersey, da New York Young Communist League, entre outras organizações, participaram na mobilização, mostrando cartazes em que se exigia o fim do bloqueio norte-americano à maior ilha das Antilhas.

Na Europa, centenas de pessoas mobilizaram-se em apoio à Revolução cubana e contra o bloqueio junto à Embaixada de Cuba em Espanha, em Madrid, e frente ao Consulado Geral da Ilha em Barcelona.

No Reino Unido, o movimento solidário com Cuba saiu às ruas esta segunda-feira, depois de já o ter feito no dia anterior, nomeadamente em Londres, junto à Embaixada, para denunciar as tentativas de desestabilização alimentadas a partir do estrangeiro e proteger o edifício de um grupo de oposicionistas e provocadores.

Algo de semelhante ocorreu em Buenos Aires, capital da Argentina, onde representantes de várias organizações solidárias com Cuba não apenas manifestaram o seu apoio à Revolução, mas também protegeram o edifício de um grupo de provocadores que se tentou aproximar dele.

Dia de «regresso à normalidade», com agradecimentos das autoridades ao apoio internacional

Muitas outras iniciativas deste género tiveram lugar em países europeus e latino-americanos, entre outras expressões de solidariedade ocorridas em África, na Ásia e na Oceânia, que serviram também para festejar a reabertura das fronteiras cubanas, o controlo da pandemia e o regresso dos estudantes à escola nesta segunda-feira.

Nas redes sociais, este «regresso à normalidade» foi assinalado com a etiqueta #CubaVive. No Twitter, o Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros publicou um mapa com as principais iniciativas solidárias dos últimos dias.

Manifestação de apoio à Revolução cubana em Buenos Aires / @EmbaCubaArg

O chefe da diplomacia cubana, Bruno Rodríguez, destacou o «consenso maioritário do povo em Cuba» e agradeceu o apoio internacional recebido contra as tentativas de subversão na Ilha, informa a Prensa Latina.

Sublinhou, além disso, o ambiente de festa que se vive no país com a situação de controlo da Covid-19 e a expectativa de recuperação económica associada à reabertura ao turismo. «Basta andar pelo malecón de Havana ou qualquer das nossas cidades para perceber esse ambiente especial próprio de Cuba, de celebração», disse.

Acrescentou que nos próximos dias irá fazer novos comentários e apresentar factos que evidenciam a campanha fomentada a partir dos Estados Unidos, no contexto da guerra não convencional contra a Ilha.

Também o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, agradeceu ontem e no domingo, via Twitter, as acções de apoio à Revolução cubana e contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, bem como as declarações de amigos e compatriotas no estrangeiro.

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