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Síria denuncia na ONU a hipocrisia «humanitária» do Ocidente

Al-Jaafari, embaixador da Síria na ONU, disse que os grupos terroristas, a «coligação internacional» e os mercenários colaboracionistas de Washington são a principal causa do sofrimento dos sírios.

O Exército Árabe Sírio e os seus aliados lançaram, no final de Abril, uma ofensiva para libertar dos terroristas a província de Idlib e o Norte das províncias de Latakia e Hama (foto de arquivo)
Créditos / pt.rfi.fr

Numa sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) dedicada à situação no Médio Oriente, o representante permanente junto da ONU, Bashar al-Jaafari, sublinhou que alguns países-membros do CSNU exploraram a «questão humanitária» para atacar o país árabe, menosprezar os esforços realizados pelas instituições estatais sírias e deformar a imagem do Estado sírio, na tentativa de instigar a opinião pública contra o seu governo, refere a agência SANA.

Ao intervir esta terça-feira no CSNU, al-Jaafari afirmou que o Estado sírio tem o direito e a obrigação de proteger os seus cidadãos dos terroristas, e que a Síria «não irá poupar esforços» na luta contra a Jabhat al-Nusra, que controla a maior parte da província de Idlib, usa os civis como escudos humanos e prossegue os ataques contra as zonas próximas e o Exército Árabe Sírio.

EUA responsável por situação catastrófica nos campos de Rukban e al-Hol

O diplomata destacou que os EUA e os terroristas do grupo Maghawir al-Thawra continuam a reter milhares de civis no campo de Rukban, na zona ilegalmente ocupada de al-Tanf, junto à fronteira com a Jordânia, e que se recusam a desmantelá-lo. Sublinhou ainda que a situação ali é «catastrófica».

Neste sentido, exortou o CSNU a obrigar os EUA a deixar de colocar entraves aos esforços conjuntos da Síria e da Rússia que tornaram possível que mais de 12 mil deslocados pudessem sair do campo. A este propósito, disse: «Todos sabem que, quando o governo sírio aprovou o primeiro comboio com ajuda para o campo de Rukban, as forças norte-americanas impediram a entrada das viaturas durante 40 dias.»

Ainda neste âmbito, lamentou a péssima situação que se vive no campo de al-Hol, que está sob controlo das chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelos EUA e que têm sido acusadas, segundo diversas fontes, de proceder ao saque dos recursos naturais da Síria e de levar a cabo massacres sobre a população que pede o regresso das instituições governamentais às zonas sob seu controlo.

EUA, Reino Unido e França «defendem os terroristas»

«Qualquer força militar estrangeira em território sírio sem a aprovação do governo de Damasco será tratada como força agressora e ocupante», sublinhou o embaixador sírio nas Nações Unidas, que acusou os EUA, o Reino Unido e a França de utilizarem o CSNU para «defender os terroristas», e solicitou ao organismo que «ponha fim imediato às práticas do regime turco que visam alterar a demografia nas regiões que ocupa».


Tal como aconteceu quando o Exército Árabe Sírio avançou sobre Ghouta Oriental e Alepo, altos funcionários dos executivos norte-americano, britânico e francês voltam a proferir ameaças «caso as armas químicas sejam utilizadas, como se estivessem a dizer aos grupos terroristas que a única maneira de os salvar é a utilização de armas químicas, de modo a responsabilizar o governo sírio por isso», afirmou Bashar al-Jaafari.

O embaixador lembrou ainda o «mutismo das Nações Unidas sobre o terrorismo económico exercido pelos EUA, através das medidas coercivas unilaterais que aplica à Síria», considerando-o «inaceitável».

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