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Exército sírio avança nas províncias de Idlib e Alepo

A libertação de várias localidades permitiu às tropas de Damasco e seus aliados consolidar o controlo da auto-estrada que liga Alepo à fronteira com a Jordânia, no extremo Sul do país arábe.

As tropas do Exército Árabe Sírio já libertaram mais de 60% da província de Daraa e estão à beira da Jordânia (foto de arquivo)
As tropas do Exército Árabe Sírio continuam a libertar terras nas províncias de Idlib e Alepo (imagem de arquivo) Créditos / iraqinews.com

A agência estatal SANA informou este domingo que as forças do Exército Árabe Sírio (EAS) libertaram as localidades de Inqrati, Kafr Battikh e Kafr Dadikh, no Sudeste da província de Idlib. Já hoje, as tropas sírias assumiram o controlo das localidades de Joubas e San, prosseguindo na direcção de Saraqib e aproximando-se de Idlib, a capital da província homónima.

Esta semana, as tropas sírias, apoiadas pela aviação russa, concretizaram um grande avanço na ofensiva antiterrorista no Sul de Idlib ao assumirem o controlo total do que era considerado o principal bastião jihadista na região, a cidade de Maarat an-Numan.

Em Alepo, no Sudoeste da província, os militares sírios conseguiram reconquistar, este domingo, a aldeia de Khalsah, depois de esta semana terem libertado a cidadde estratégica de Khan Tuman, após intensos combates com os terroristas da Hayat Tahrir al-Sham.

Com estes avanços, faltam agora poucos quilómetros para que o EAS e seus aliados detenham o controlo total da auto-estrada M5, que vai de Alepo a Damasco e de Damasco até à fronteira com a Jordânia – um controlo que lhe escapa há sete anos.

Seis soldados mortos na Síria em operações do EAS

A Turquia afirma que seis soldados seus foram mortos e vários outros ficaram feridos na sequência de intensos bombardeamentos de artilharia das tropas sírias, ontem, na província de Idlib.

Inicialmente, o Ministério turco da Defesa referiu-se a quatro mortos, mas depois elevou esse número para seis. A mesma fonte disse, segundo a RT, que retaliou destruindo alvos não especificados na região.


O incidente ocorre depois de um grande comboio militar turco ter entrado na província síria de Idlib, alegadamente para acompanhar o «cessar-fogo num dos seus postos de observação».

Apesar de em Idlib ter sido criada uma chamada «zona segura», com o acordo da Rússia, da Turquia e do Irão, na prática os combates nunca pararam e vários grupos jihadistas usaram essa zona para lançar ataques contra a população civil e as tropas do EAS.

O Centro Russo para a Reconciliação na Síria afirma que o ataque em que Ancara diz terem sido mortos seis soldados turcos pode ter acontecido devido à falha do lado turco em comunicar os movimentos das suas forças.

Numa nota hoje emitida, afirma-se que existem canais estabelecidos de comunicação entre as forças russas na Síria e o comando turco, e acrescenta-se que a aviação turca não entrou no espaço aéreo da Síria depois do incidente, ao contrário do que afirmaram alguns meios de comunicação turcos.

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