|Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos

Reunião com sindicato após especulações sobre futuro do banco público

Secretário de Estado garante que não haverá despedimentos na CGD

Governante garante Caixa 100% pública, «com uma dimensão nunca inferior à actual» e centrada no apoio às pequenas e médias empresas, revela sindicato.

Governo prevê saída de 2500 trabalhadores e encerramento de 300 balcões da CGD
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O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC) revela em comunicado que Ricardo Mourinho Félix garantiu que não haverá lugar a despedimentos no plano de reestruturação do banco público. O governante disse aos representantes sindicais que as 2500 saídas previstas correspondem a reformas e reformas antecipadas.

Os números avançados pelo secretário de Estado do Tesouro – encerramento de 300 balcões e saída de 2500 trabalhadores – estão sujeitos a avaliação pela nova administração da Caixa, que ainda não tomou posse.

De acordo com o comunicado, o governante transmitiu ao STEC que o plano de reestruturação pretende «uma Caixa Geral de Depósitos (CGD) de capital totalmente público, com uma dimensão nunca inferior à actual, mas que permita apoiar mais as empresas, nomeadamente as PME». Ricardo Mourinho Félix revelou que a maioria dos encerramentos de balcões incidirá no estrangeiro, onde serão feitos «acordos preferenciais» com bancos locais.

O secretário de Estado transmitiu que o Governo está «bastante preocupado com o desgaste da imagem da CGD» pelas iniciativas de PSD e CDS-PP, nomeadamente através da Comissão Parlamentar de Inquérito potestativa que toma posse amanhã.

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