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Salário mínimo não passa dos 600 euros: quem ficou satisfeito?

O Governo formalizou a sua proposta de aumento do salário mínimo para 600 euros numa reunião da concertação social. Os patrões aplaudem e o BE diz que é «positivo».

O deputado do BE Pedro Filipe Soares intervém durante a sessão plenária, na Assembleia da República, em Lisboa. 24 de Abril de 2018
CréditosTiago Petinga / Agência LUSA

Desta vez, o Governo não conseguiu pôr a UGT de braço dado com o patronato (como aconteceu com a legislação laboral). Foi o BE, através do líder parlamentar Pedro Filipe Soares que veio classificar o valor como «positivo», ainda que tenha lamentado que não se fosse mais longe.


O espaço para criticar os 600 euros não era muito, não fosse esse o valor que negociaram com o PS para a legislatura inteira. Foi isso que o Governo colocou no seu programa e tem sido esse acordo que tem servido para que o Executivo do PS recuse, ano após ano, acelerar a trajectória de subida do salário mínimo.

O ministro Vieira da Silva, no final da reunião de ontem, lavou as mãos do assunto, dizendo que só não sobe mais em 2019 porque não houve acordo. O valor do salário mínimo é fixado pelo Governo e este, ao sujeitá-lo a um acordo de concertação social está, na prática, a dar poder de veto ao bloco patronal.

À saída da reunião, a UGT (que queria 615 euros) afirmou ser «uma grande surpresa ver o patronato de acordo com o Bloco de Esquerda». A CGTP-IN insistiu na necessidade de subir o valor para 650 euros em Janeiro, denunciando ainda que o Executivo do PS nem sequer assume o valor mínimo que propôs para o sector público, 635 euros.

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