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Grande afluência aos supermercados exige mais medidas de prevenção

O CESP denuncia a insuficiência de meios de higiene e segurança nos supermercados, que têm registado uma «afluência imensa». Nos centros comerciais, os lojistas protestam pelo encerramento.

CréditosMário Cruz / Agência Lusa

A situação dos trabalhadores das grandes superfícies é «preocupante», com hipermercados que «nem gel de desinfecção têm» para prevenir a propagação do coronavírus, alertou ontem o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).

«Há cinco dias que os trabalhadores dos hipermercados nos têm relatado uma afluência imensa, sem que isso tenha significado, por parte das empresas, a toma de medidas de protecção do bem-estar destes trabalhadores, nomeadamente protecção do risco de contágio», denunciou Célia Lopes em declarações à Lusa.

Acresce que «os trabalhadores estão exaustos e, por estarem exaustos, estão mais susceptíveis também a serem contagiados com qualquer tipo de doenças», realçou a dirigente, assinalando que «há indicações de supermercados a subirem as vendas em 350%» e de trabalhadores «extenuados».

«Não somos imunes», lembram os lojistas


Vários funcionários de centros comerciais, um pouco por todo o País, protestaram este domingo pelo encerramento das superfícies.

Os vídeos e fotografias surgiram nas redes sociais e mostravam trabalhadores à porta das lojas em pelo menos três grandes centros comerciais na área Lisboa (Colombo, Vasco da Gama e Almada Fórum) e noutros três da Região Norte (Braga Parque, Fórum Aveiro e Arrábida Shopping), a exibir cartazes em que se lia «Não somos imunes», «Queremos ir para casa» e ainda «Fechem o shopping».

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