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Empresa da Altice bloqueia à concorrência rede de fibra na zona dos incêndios

A Anacom está a investigar a empresa do universo Altice que gere a rede de fibra óptica nas zonas mais afectadas pelos incêndios de 2017 por indícios de vedar o acesso aos concorrentes da Meo.

CréditosPaulo Novais / Agência LUSA

A Fibroglobal, empresa detida por uma empresa ligada à Altice e pela própria Meo, ganhou o concurso para a instalação da rede de fibra óptica na região Centro, pela qual já recebeu 25,8 milhões de euros de um total de 36,5 milhões previstos até ao final do contrato de 20 anos.

No entanto, os ganhos da empresa são muito superiores aos da DST (a operadora da rede de fibra no Algarve, Alentejo e na região Norte) e os preços cobrados chegam a ser mais de 50% mais caros.

De acordo com a NOS e a Vodafone, só a Meo consegue prestar serviços com os preços praticados pela Fibroglobal por uma simples razão: apesar de ter pago cerca de 10 milhões, recebeu 3 milhões pela utilização de condutas, postes e outras infra-estruturas da Meo, em 2016. Ou seja, acaba por recuperar um terço do que paga pela utilização da rede a uma empresa que é do mesmo grupo multinacional, a Altice.

Recorde-se que a esmagadora maioria dos clientes de telecomunicações que ficaram sem serviço durante meses após os incêndios de 2017 tinha serviços da Meo.

Para além de a Fibroglobal poder vir a ser forçada a devolver parte da ajuda pública que recebeu pela rede de fibra, o Governo já recomendou a redução dos preços praticados pela empresa do grupo Altice.

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