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Dividendos da Sonae pagavam aumentos de 130 euros em todo o grupo

O grupo Sonae teve lucros de 174 milhões de euros em 2017 e quer distribuir quase metade em dividendos, o que permitiria aumentar em 130 euros por mês todos os 46 155 trabalhadores.

Paulo Azevedo, presidente da Sonae e da sua principal accionista, a Efanor, que congrega os investimentos do seu pai, Belmiro de Azevedo. Na foto, durante a apresentação dos lucros de 2015 da Sonae, no Porto, 17 de Março de 2016.
CréditosJosé Coelho / Agência LUSA

A Sonae revelou, na passada quinta-feira, os resultados consolidados do grupo, que espelham lucros de 174 milhões de euros em 2017, ligeiramente abaixo dos 220 milhões de 2016.

Ainda assim, os lucros registados no ano passado permitiram um aumento de 269 euros mensais a cada um dos 46 155 trabalhadores do grupo, caso fossem integralmente distribuídos. Considerando apenas aquilo que o conselho de administração propõe que seja distribuído pelos accionistas – 84 milhões – o aumento para cada trabalhadores seria de 130 euros, uma subida de 14% face ao salário médio no grupo.

O principal accionista do grupo Sonae é a Efanor, empresa detida pelos herdeiros de Belmiro de Azevedo, com 52,69% do grupo. Com a distribuição de lucros proposta, a família Azevedo vai receber mais de 44 milhões de euros.

De acordo com a folha sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Comércios, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) aos trabalhadores do grupo, de Fevereiro passado, a Sonae decidiu colocar nas mãos das chefias a decisão sobre aumentos salarias. O sindicato reivindica aumentos a começar nos 40 euros para todos, assim como subidas noutras componentes remuneratórias, como de um euro por dia no subsídio de refeição.

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