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Falta de médicos encerra urgência pediátrica de Setúbal

Segundo fonte hospitalar, a Urgência Pediátrica do Hospital de São Bernardo encerrou esta manhã, devido à falta de médicos, e só deverá reabrir às 9h de segunda-feira da próxima semana. 

Centro Hospitalar de Setúbal 
CréditosAlex Gaspar

Segundo outras fontes contactadas pela agência Lusa, o Centro de Atendimento de Doentes Urgentes (CODU) também já alertou as companhias de bombeiros para comunicarem os dados clínicos dos doentes que deveriam ser atendidos naquele serviço, para os referenciar para outras unidades hospitalares, durante o mesmo período, de 6 a 12 de Dezembro.

Durante o último domingo, o Serviço de Urgência Geral do Hospital de São Bernardo esteve sujeito a constrangimentos, tendo o CODU procedido ao encaminhamento de doentes da área de influência do Hospital de São Bernardo – Setúbal, Palmela e Sesimbra e Litoral Alentejano – para outras unidades hospitalares.

Nos últimos dias, o Serviço de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de São Bernardo também registou dificuldades no atendimento de doentes, mas no último domingo aquele serviço já estava a funcionar normalmente.

A semana passada, a Câmara de Setúbal, que manifesta preocupação com a degradação progressiva da prestação de cuidados de saúde à população do concelho, pediu uma reunião ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal, que, segundo a autarquia sadina, já está marcada para a próxima sexta-feira.

Em declarações à RTP, esta terça-feira, o vereador Pedro Pina admitiu tratar-se de uma situação de «enorme preocupação», reiterando que o Município está empenhado «e na linha da frente para procurar, junto das entidades competentes, soluções que ultrapassem esta situação».

«É muito preocupante que as nossas crianças fiquem sem esta resposta e, acima de tudo, quando sabemos que as respostas complementares, nomeadamente de outros centros hospitalares, também sofrem de enormes constrangimentos». Segundo o autarca, esta é uma situação que «se tem vindo a arrastar», com constrangimentos permanentes ao nível das urgências hospitalares. 

No início de Novembro, o ministro da Saúde, admitiu a falta de médicos, mas soluções só «nos próximos dois, três anos», «com sacrifício dos próprios profissionais semana após semana», disse Manuel Pizarro.


Com agência Lusa

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