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Síria reafirma que presença de EUA, França e Reino Unido é «ilegítima»

Falando esta segunda-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, o representante sírio junto da ONU acusou os EUA, a França e o Reino Unido de manterem uma presença militar ilegal no país levantino.

Tropas norte-americanas numa região da Síria controlada pelas chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), curdas na sua maioria (foto de arquivo)
Créditos / trtworld.com

As acusações foram proferidas ontem por Bashar al-Jaafari, no decorrer de uma sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas dedicada ao relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o trabalho do organismo a que preside.

Na ocasião, o representante permanente da Síria junto das Nações Unidas lançou várias críticas ao relatório. «Os autores do relatório não mencionaram a agressão e a presença estrangeira nos territórios [sírios] de alguns estados-membros das Organização das Nações Unidas sem a sua aprovação, sob falsos pretextos e não ocultos, como a posse de armas de destruição massiva, a protecção dos civis [sírios] de um perigo inexistente ou a difusão da falsa democracia», denunciou al-Jaafari, citado pela agência SANA.

«Teria sido útil que aqueles que prepararam o relatório tivessem considerado essa presença estrangeira como ilegítima e como uma violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, bem como uma agressão contra a soberania dos estados e uma ameaça à paz e à segurança internacionais», acrescentou al-Jaafari, sublinhando que a referência à «presença ilegal» diz respeito às forças norte-americanas, britânicas e francesas em território sírio.

O diplomata sírio criticou ainda o documento por, nomeadamente no ponto 113, fazer referência aos crimes do Daesh no Iraque, sem incluir a Síria. «Esperávamos que os autores do relatório se dessem ao trabalho de referir a Síria, e não apenas o Iraque, quando escrevessem sobre a organização terrorista Daesh» [o chamado Estado Islâmico], disse.

A experiência da Síria com os seus aliados na luta contra o terrorismo merece ser mencionada no relatório do secretário-geral das Nações Unidas, sublinhou al-Jaafari, que criticou os redactores do texto por terem «passado por cima» desse ponto.

Apesar de todas estas circunstâncias, o diplomata reiterou a disposição da Síria para realizar todos os esforços possíveis para cooperar com o secretário-geral da ONU, no quadro do respeito pela Carta das Nações Unidas, da legitimidade internacional e do direito internacional.

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