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Eleição da Venezuela para o Conselho de Direitos Humanos é «histórica»

A Venezuela foi eleita como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em representação da América Latina e Caraíbas. Jorge Arreaza e Samuel Moncada classificaram a eleição como «histórica».

Imagem do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra (Suíça)
Créditosun.org

A Venezuela e o Brasil foram os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) eleitos, esta quinta-feira, para ocupar os dois assentos do Grupo da América Latina e Caraíbas no Conselho de Direitos Humanos para o mandato de 2020-2022.

A composição do organismo, que integra 47 estados, foi decidida ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo o Brasil obtido 153 votos e a Venezuela alcançado 105. De fora, no grupo da América Latina, ficou a Costa Rica, com 96 votos, informa a TeleSur.

Numa conferência de imprensa dada na Casa Amarela (sede do Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros), o titular da pasta da diplomacia bolivariana, Jorge Arreaza, classificou como «histórica» a eleição, na medida em que, disse, o seu país hoje «enfrenta uma campanha feroz da parte dos Estados Unidos e dos seus governos satélites».

Lamentou ainda que a «diplomacia costa-riquenha tenha incorrido no erro histórico de apresentar a candidatura do seu país para impedir que a Venezuela entrasse no Conselho dos Direitos Humanos», na sequência das manobras levadas a cabo nesse sentido pelo chamado Grupo de Lima, os EUA e a União Europeia, revela a Prensa Latina.

Arreaza informou que a Venezuela realizou uma campanha para a eleição no âmbito do protocolo das Nações Unidas, «apresentando contributos e propostas, e não com baixas intenções, como alguns países».

Reafirmou o compromisso da República Bolivariana da Venezuela com os princípios do multilateralismo e a defesa dos direitos humanos, e disse que o seu país não irá faltar à confiança daqueles que o apoiaram, nomeadamente os países não-alinhados

Triunfo do povo venezuelano

Na sua conta de Twitter, o embaixador da Venezuela junto das Nações Unidas, Samuel Moncada, afirmou que «hoje é um dia histórico» para a Venezuela. «Triunfou o direito internacional e a tentativa de impor um enclave colonial na Venezuela fracassou».

O diplomata sublinhou que a vitória resulta de um esforço colectivo do corpo diplomático no meio de adversidades nunca vistas, num contexto inédito, na medida em que o país sul-americano «nunca antes tinha ido a umas eleições contra forças tão grandes e poderosas».


O triunfo é também do povo venezuelano, «da sua heróica resistência face às agressões coloniais, da sua dignidade perante aqueles que se humilham pedindo invasões estrangeiras e violações dos direitos humanos de milhões de inocentes com cruéis extorsões chamadas "sanções"», frisou Moncada.

Em nome da República Bolivariana da Venezuela, exigiu ao grupo de países «saqueadores dos bens venezuelanos no mundo que devolvam o que roubaram ao povo».

A eleição da Venezuela foi criticada por figuras como Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano – que, sem olhar para a casa sua, acusou Nicolás Maduro de destruir os direitos humanos de cada venezuelano – e Carlos Holmes Trujillo – ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, também sempre disposto a dizer umas coisas sobre o «ditador Maduro», enquanto a chacina e a miséria continuam portas adentro. No Twitter, Jorge Arreaza respondeu a um e a outro.

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