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Chefe da diplomacia dos EUA vai a Pyongyang sem a paz na agenda e sai com críticas

Os EUA são acusados pelo Ministério coreano dos Negócios Estrangeiros de chegar às conversações de alto nível com exigências de desnuclearização unilateral e indisponíveis a forjar a paz na Península.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, está de visita a vários países asiáticos após encontros em Pyongyang. Na foto, à chegada ao aeroporto de Hanói, Vietname. 8 de Julho de 2018
CréditosMinh Hoang / EPA

Numa declaração veiculada pela agência KCNA, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) denuncia a postura de «gangster» da representação norte-americana nos encontros negociais dos últimos dois dias, que decorrer em Pyongyang, na sequência da cimeira bilateral entre os líderes de ambos os países que, formalmente, permanecem em estado de guerra.

Segundo as autoridades coreanas, a delegação dos EUA, liderada pelo ex-chefe da CIA e actual secretário de Estado Mike Pompeo, insistiu unicamente na desnuclearização unilateral da RPDC – contrária à declaração da cimeira de Singapura entre Donald Trump e Kim Jong-Un – e ignorou por completo a intenção de estabelecer um regime de «paz duradoura» neste ano, em que se assinalam os 65 anos do armistício que interrompeu os combates na Península da Coreia.

O lado coreano assinala que os EUA apenas anunciaram a suspensão dos exercícios militares previstos junto à sua costa, enquanto a RPDC já procedeu à destruição do local de testes nucleares, numa operação aberta à comunicação social estrangeira. Acções «incomparáveis» na sua magnitude, significado e compromisso, sublinham as autoridades coreanas.

Os EUA mantêm forças militares e sistemas de armamento estacionados às portas da RPDC, seja no Sul da Península, na República da Coreia, ou no Japão.

À saída de Pyongyang, Mike Pompeo referiu «progressos» nas negociações mas apenas falou da desnuclearização da RPDC. 

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